A Polícia Federal de Araçatuba (SP) enviará equipes de agentes para acompanhar a eleição suplementar que será realizada no próximo domingo (17) em Brejo Alegre, para escolha do prefeito e vice.
O novo pleito foi determinado pela Justiça Eleitoral, após a cassação dos diplomas do prefeito reeleito em 2024, e do vice, Rafael Alves dos Santos, o Rafael do Vavá (PSD), e Wilson Marques Leopoldo (MDB), por fraude eleitoral.
O pedido para a presença da Polícia Federal na cidade foi formalizado pelo partido União Brasil, por considerar que a convocação da nova eleição resulta de circunstância absolutamente excepcional e gravíssima, que foi a contaminação do processo democrático anterior.
“O que impõe, por imperativo lógico, jurídico e institucional, redobrada vigilância quanto à lisura do certame que se avizinha, sob pena de renovação dos mesmos vícios que motivaram a anulação do pleito anterior e a consequente convocação do presente”, consta no ofício.
Receio
A legenda argumenta que a transferência fraudulenta de votos no município de Brejo Alegre foi judicialmente reconhecida pela Justiça Eleitoral e existiria, por parte do eleitorado local, o receio de que práticas semelhantes voltem a ocorrer.
O partido argumenta que a transferência fraudulenta de votos configura crimes eleitorais previstos no Código Eleitoral, de competência investigativa da Polícia Federal. “Com efeito, a presença ostensiva e a atuação preventiva da Polícia Federal no dia da votação e ao longo da semana eleitoral produzem efeito dissuasório de inegável relevância sobre potenciais autores de ilícitos eleitorais”, consta no ofício.
Candidatos
Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, dois candidatos estão aptos para concorrer nas eleições no próximo domingo em Brejo Alegre. Um deles é o próprio ex-prefeito, que teve o diploma cassado, porém, a Justiça Eleitoral manteve os direitos políticos dele. A chapa liderada por Wilson Leopoldo tem Washington da Saúde (PSD), como candidato a vice-prefeito.
O adversário dele será o ex-prefeito Adriano Bonilha (UB), que inicialmente foi registrado como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Maysa, que concorreu na eleição de 2024 e foi derrotada por Vavá.
Porém, o registro da candidatura dela foi indeferido pela Justiça, pois em 2025 ela também foi condenada por abuso de poder na eleição passada e teve declarada a inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes. Havia um recurso a ser julgado contra a decisão, que foi mantida após o lançamento da nova candidatura.
Com saída de Maysa, Adriano passou a encabeçar a chapa e o marido dela, Guilherme Nascimento dos Santos, o Guilherme da Maysa (UB), foi registrado como candidato a vice-prefeito.