Política

Câmara derruba veto ao projeto Bolsa Atirador

Somente os vereadores Fernando Fabris e João Pedro Pugina votaram pela manutenção do veto do prefeito Zanatta
Lázaro Jr.
19/05/2026 às 09h45

A Câmara de Araçatuba (SP) derrubou na sessão de segunda-feira (18), o veto do prefeito Lucas Zanatta (PL) ao projeto que institui no município, o programa Bolsa Atirador, auxílio financeiro mensal de R$ 400,00 destinado a jovens convocados para servir o Tiro de Guerra.

 

Dos 13 vereadores que votaram, onze foram contrários ao veto e apenas os vereadores Fernando Fabris (PL) e João Pedro Pugina (PL) foram favoráveis. Eles justificaram que seguem os princípios do liberalismo, que é contra a destinação de bolsas como forma de incentivo.

 

No último sábado (16), Zanatta também divulgou um vídeo, informando que vetou o projeto justamente por ser contrário à criação de bolsas auxílio, justificando que para ele, é o emprego que transforma a vida das pessoas.

 

Outro argumento do prefeito é que apenas três atiradores que servem o Tiro de Guerra neste ano estariam em situação de vulnerabilidades e que a Secretária Municipal de Assistência Social atenderia esses atiradores por meio dos programas já existentes.

 

Valorização

 

Durante a discussão do veto, o autor do projeto, vereador Luís Boatto (Solidariedade), argumentou que a bolsa para os atiradores é um reconhecimento pelo serviços prestados por eles. Ele inclusive exibiu um vídeo do trabalho realizado por atiradores em campanhas realizadas no município.

 

O parlamentar justificou ainda que o projeto foi adequado, já que inicialmente previa o pagamento da bolsa a todos os 100 atiradores, depois esse número foi reduzido à metade, até chegar a até 20% do grupo.

 

Ele explicou ainda que da forma que está, quem seria atendido seriam esses três atiradores em situação de vulnerabilidade e que os próprios vereadores destinariam verba de emendas impositivas para o custeio dessas bolsas, assim, não haveria despesas ao município. 

 

Verba

 

Ao justificarem o voto favorável ao veto, Fabris e Pugina declararam que apesar de serem contrários à criação da bolsa auxílio aos atiradores, também destinarão verba de emenda impositiva para auxiliar na manutenção do Tiro de Guerra.

 

Com a derrubada do veto, o projeto retorna para o Poder Executivo. Caso ele não seja sancionado pelo prefeito, a Presidência da Casa poderá publicar a decisão tomada em plenário e o projeto entrará em vigor. Se isso acontecer, há ainda a possibilidade de a Prefeitura recorrer à Justiça para tentar impedir a obrigação do pagamento da bolsa.

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