A Câmara de Araçatuba (SP) publicou nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial, a prorrogação por mais 90 dias, a partir do vencimento, o prazo de vigência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) constituída para averiguar o uso de guardas municipais para trabalhar diretamente com o prefeito Lucas Zanatta (PL).
A denúncia é de possíveis atos de desvio de função desses guardas municipais, além de possível uso indevido de recursos humanos para a segurança pessoal do prefeito e familiares. A comissão é presidida pelo vereador Gilberto Mantovani (PSD), o Batata, tem como relator Luís Boatto (Solidariedade) e João Moreira (PP) atua como membro.
No início de novembro, Zanatta protocolou na Câmara pedido para arquivamento da CPI, com base em decisão do Ministério Público, que ao analisar a mesma denúncia, entendeu não haver indícios de irregularidades e de improbidade.
Seguimento
Porém, em reunião realizada em 10 de março, os integrantes da comissão decidiram que o plano de trabalho de investigação desenvolvido pelo grupo deveria continuar, apesar da manifestação favorável da Promotoria de Justiça.
Um dos argumentos foi de que cabia pedido de reanálise da decisão em instância superior do Ministério Público. Em nota divulgada na ocasião, Batata informou que a comissão estava analisando documentos enviados pelo prefeito e seriam feitos novos pedidos de esclarecimentos.
Foi informado ainda que os próximos encaminhamentos incluiriam as oitivas dos servidores envolvidos no processo de investigação, para posterior apresentação de um relatório final com a conclusão das investigações.