Um homem de 37 anos foi preso em flagrante na noite do último sábado (28), em Araçatuba (SP), por tentativa de feminicídio, acusado de esfaquear a companheira dele. A mulher, também de 37 anos, permanecia em atendimento médico nesta segunda-feira (30).
O acusado fugiu após esfaquear a vítima, mas foi encontrado momentos depois e confessou o crime, que aconteceu na residência do casal, no bairro Jardim TV. Policiais militares foram ao local por volta das 20h30, após denúncia de que um homem havia esfaqueado a esposa e fugido.
Quando seguia para o local, a equipe foi informada que o suspeito do crime estaria na frente de uma academia na avenida Dois de Dezembro. Ele foi encontrado no local, sentado na esquina, e não trazia nada de irregular.
Porém, confessou que havia esfaqueado a esposa. Ele alegou que após ingerir bebida alcoólica ele teve uma discussão com a mulher, que teria passado a ofender a sogra. Diante disso, ele pegou uma faca e desferiu um golpe contra ela e fugiu em seguida, deixando a arma no local.
Apreendida
Os policiais prenderam o acusado e seguiram como ele até à residência do casal, onde havia manchas de sangue na cozinha e na rua, na frente do imóvel. Familiares da vítima que estavam pelo local informaram que a levaram para o pronto-socorro municipal, onde ela permaneceu em atendimento médico.
A faca utilizada no crime foi localizada no chão da cozinha e apresentada na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), junto com o acusado. Ao ser ouvido em declarações, ele voltou a confessar espontaneamente que havia desferido uma facada na esposa, que teria ofendido a mãe dele.
Preso
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela confirmação da prisão em flagrante por tentativa de feminicídio e, após ser ouvido, o investigado permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.
Foi representado pela decretação da prisão preventiva do acusado, já que o crime foi cometido contra a companheira, em contexto de violência doméstica e familiar, mediante golpe de arma branca, evidenciando intenção de matar, não consumada por circunstâncias alheias à vontade do agente.
“A liberdade do indiciado representa risco à ordem pública, sobretudo em razão da potencial violência no âmbito doméstico, bem como à integridade física e psicológica da vítima, que já foi alvo de agressão grave”, justifica.