Polícia

Investigado preso em Mirandópolis com R$ 150 mil seria líder de suposto esquema de fraudes digitais

Defesa afirma que cliente está colaborando com as autoridades competentes e exercerá plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa
Lázaro Jr.
15/05/2026 às 17h16
Foto: Divulgação Foto: Divulgação

O homem de 32 anos que foi preso na quinta-feira (14) em Mirandópolis (SP), pela Polícia Civil de Araçatuba com mais de R$ 150 mil em dinheiro, seria o principal alvo da segunda fase da “Operação Pulo do Gato”, que também prendeu um morador em Birigui. Um morador em Araçatuba, que também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, é considerado foragido.

 

Essa operação é resultado de investigação de um suposto grupo especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Na primeira fase, deflagrada em fevereiro, outras cinco pessoas haviam sido presas. Segundo a polícia, os cinco presos em fevereiro já foram denunciados e tiveram as prisões temporárias convertidas preventivas.

A reportagem procurou a defesa desse preso em Mirandópolis, feita pelos advogados Gabriel Solano Rosa e Anderson Domingues, que emitiu nota esclarecendo que os fatos ainda estão sob apuração, inexistindo qualquer condenação judicial definitiva. Rosa também faz a defesa do preso em Birigui.

 

Colaborando

 

“O cliente (de Mirandópolis) está colaborando com as autoridades competentes e exercerá plenamente seu direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito”, informa a nota.

 

Ainda de acordo com a defesa, as medidas investigativas e cautelares não significam culpa presumida, sendo indispensável que a apuração ocorra com responsabilidade, imparcialidade e respeito às garantias constitucionais.

 

“A defesa também ressalta que determinadas informações divulgadas publicamente podem gerar interpretações precipitadas e exposição indevida, motivo pelo qual o caso será tratado exclusivamente nos autos do processo”, acrescenta.

 

Por fim, os advogados afirmam que confiam que todos os esclarecimentos necessários serão oportunamente apresentados perante o Poder Judiciário, local adequado para análise técnica e imparcial dos fatos.

 

Investigação

 

A investigação é conduzia pela CPJ (Central de Polícia Judiciária) e, segundo a polícia, teve início a partir da identificação de movimentações financeiras suspeitas, relacionadas a golpes aplicados em diferentes Estados do País.

 

Ao analisar os aparelhos eletrônicos apreendidos na primeira fase da operação, a polícia identificou novos envolvidos e constatou que integrantes do grupo utilizariam dados de cartões bancários clonados ou obtidos de forma fraudulenta, para realizar transações em máquinas de cartão vinculadas a empresas formalmente constituídas.

 

Esses estabelecimentos seriam utilizados para dar aparência de legalidade às operações financeiras, possibilitando a circulação de valores provenientes de golpes eletrônicos. Por isso, foi representado pela prisão preventiva de outros três investigados, que permanecerão à disposição da Justiça.

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