Justiça & Cidadania

Réu é condenado por tentar matar colega de trabalho com golpe de faca em Birigui

Réu havia sido absolvido em um primeiro julgamento, mas voltou a ser julgado na quinta-feira
Lázaro Jr.
24/02/2024 às 10h01
Imagem: Ilustração/Divulgação Imagem: Ilustração/Divulgação

O Tribunal do Júri de Birigui (SP) condenou Amarildo Pereira dos Santos a 4 anos e 8 meses de prisão, pela tentativa de assassinato de um colega de trabalho dele, ocorrida em 13 de janeiro de 2018, na empresa onde trabalhavam.

 

O julgamento aconteceu na quinta-feira (22) e os jurados acataram o pedido do Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes.

 

A sentença foi proferida pela juíza da 1ª Vara Criminal, Moema Moreira Ponce Lacerda, que determinou o regime semiaberto para início do cumprimento da pena. Porém, concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.

 

Caso

 

Consta na denúncia que naquela madrugada Santos havia estado na casa da vítima, onde teria ido pedir dinheiro emprestado. O colega de trabalho teria recusado o pedido e o expulsado do local. A atitude teria irritado o réu, que pela manhã foi para o trabalho armado com uma faca. Ao se deparar com a vítima, ele sacou o objeto e a golpeou no lado esquerdo do abdômen.

 

Ainda de acordo com a denúncia, outro trabalhador na empresa conseguiu intervir e desarmou Santos, que permaneceu detido e foi preso em flagrante, enquanto a vítima foi encaminhada ao pronto-socorro para atendimento médico e sobreviveu ao ferimento.

 

Denunciado

 

O réu foi denunciado por homicídio simples e teve um primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri em outubro de 2019. Na ocasião a Promotoria de Justiça pediu a condenação e a defesa manifestou pela absolvição por falta de provas ou pela desclassificação para o crime de lesão corporal.

 

Os jurados responderam afirmativamente aos quesitos da materialidade, da autoria e da tentativa de homicídio, mas votaram pela absolvição. Diante do resultado o juiz determinou a expedição do alvará de soltura e Santos deixou o CR (Centro de Ressocialização) de Araçatuba, onde aguardava julgamento.

 

Houve recurso e o novo julgamento foi realizado nesta quinta-feira, agora com a condenação. 

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