O promotor de Justiça Carlos Gaya da Costa, autor da denúncia do caso da morte da bebê Mirella Fernanda Pereira das Neves, de 1 ano e 3 meses, de Penápolis (SP), citou que o padrasto da menina agiu por nutrir raiva dela, a quem considerava "birrenta e mal-educada".
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15) pela assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo. O processo tramita em segredo de justiça e o julgamento começou na segunda-feira (12) e concluído na terça-feira (13).
O padrasto da criança, Cristian Gomes da Silva, foi condenado a 40 anos de prisão, enquanto para a mãe dela, a pena foi de 35 anos, 6 meses e 20 dias. A sentença foi proferida pelo juiz do Tribunal do Júri, Vinicius Gonçalves Porto Nascimento.
Violento
Segundo a assessoria de imprensa do MP, na denúncia, o promotor argumenta que o réu tinha comportamento violento e mantinha a vítima em situação de maus-tratos, agredindo-a constantemente.
Ainda de acordo com a denúncia, a mãe da criança tinha conhecimento da situação, mas nunca tomou qualquer atitude para interromper o sofrimento da filha. Segundo o MP, no dia em que foi levada para atendimento pelo Corpo de Bombeiros, já sem vida, Mirella teria sido novamente agredida pelo padrasto.
Ferimentos
Ainda de acordo com o MP, ela apresentava politraumatismo, hemorragia interna aguda e trauma abdominal e torácico, além de traumatismo craniano e outras lesões.
O Ministério Público informa que o julgamento contou com atuação dos promotores Matheus Antunes e Ely Bernal, e os réus foram condenados de acordo com a denúncia, por homicídio com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa por parte da vítima.