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Justiça & Cidadania

Júri condena réu a 9 anos e 4 meses de prisão por tentativa de homicídio em Araçatuba

Vítima levou cerca de 20 tiros enquanto lavava o carro na frente do local de trabalho, no bairro Água Branca
Lázaro Jr.
25/10/2023 às 17h24
Foto: Ilustração/Divulgação Foto: Ilustração/Divulgação

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 9 anos e 4 meses de prisão, Davi Moura de Oliveira, em julgamento realizado nesta quarta-feira (25) no Fórum da cidade. Ele foi denunciado por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por ter atirado contra um jovem de 24 anos.

 

A vítima foi alvejada por pelo menos 20 disparos de arma de fogo enquanto lavava o carro dele, na frente do trabalho, em abril de 2020, no bairro Água Branca.

 

De acordo com a denúncia, o mandante do crime seria Caíque Junio de Souza Soares, o “Caíque do Água Branca”, que em agosto foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por quatro tentativas de homicídio ocorridas em 31 de agosto de 2019, no bairro Vista Verde.

 

Caíque e Daniel Barbosa de Sousa, que foi denunciado por também ter atirado na vítima, recorreram contra a pronúncia e por isso não foram julgados nesta quarta.

 

Crime

 

Ouvido em juízo, o jovem contou que Caíque teria tido um desentendimento com um irmão dele, por isso teria mandado os corréus matá-lo. Ele relatou que naquela tarde estava lavando o carro no local de trabalho, quando os dois atiradores chegaram em um veículo VW Gol e desceram dos bancos dos passageiros.

 

Davi estaria com uma pistola calibre 380, Daniel com um revólver calibre 38, e os dois teriam passado a atirar quando estavam a uma distância de aproximadamente três metros da vítima, que foi atingida por cerca de 20 tiros.

 

O jovem teve ferimentos nas pernas, braços, peito e na cabeça, passou por cirurgias e ficou internado por um mês. Posteriormente ele soube da existência de um adolescente no carro, através de uma carta anônima recebida pela família. Por isso, os três também foram denunciados por corromper ou facilitar a corrupção de um adolescente.

 

Julgamento

 

Durante o julgamento nesta quarta-feira, o promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu aos jurados a condenação pelo homicídio tentado qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe.

 

A defesa de Davi foi feita pelo advogado Alex Galanti Nilsen, que defendeu a tese de absolvição por negativa de autoria e pediu o afastamento das qualificadoras em caso de condenação. Tanto a Promotoria de Justiça como a defesa pediram a absolvição do crime de corrupção de menor.

 

Os jurados acataram os pedidos do Ministério Público e condenaram o réu por homicídio qualificado tentado com as duas qualificadoras. O juiz Danilo Brait, que presidiu o julgamento, determinou o regime fechado para início do cumprimento da pena e não concedeu a Davi o direito de recorrer em liberdade. A Promotoria de Justiça não pretende recorrer da sentença.

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