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Justiça & Cidadania

Casal vai a Júri nesta quarta em Araçatuba por mandar matar outro casal

Vilma da Silva Ramos tinha 20 anos e chegou a ficar internada, mas não sobreviveu, e o namorado dela foi ferido com 2 tiros; apontado como autor dos disparos foi assassinado durante o processo
Lázaro Jr.
03/10/2023 às 17h36
Vilma ficou 10 dias internada após ser baleada na cabeça (Foto: Reprodução) Vilma ficou 10 dias internada após ser baleada na cabeça (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (4) para julgar Lucas Carvalho de Jesus Lopes e Samira Pichitelli da Silva, acusados de serem os mandantes do assassinato de Vilma da Silva Ramos, 20 anos. O crime aconteceu na madrugada de 22 de novembro de 2020, no bairro Umuarama, quando a jovem estava no carro com o namorado, que também foi ferido com dois tiros, um deles de raspão no pescoço.

 

Segundo a denúncia, o autor dos disparos seria José Henrique da Silva, que foi assassinado em abril de 2021, aos 19 anos, no residencial Águas Claras. Um adolescente acusado de participação nos crimes já foi julgado e condenado pela Vara da Infância e da Juventude por ato infracional de homicídio e tentativa de homicídio, em coautoria com os réus que serão julgados nesta quarta.

 

Ciúmes

 

O namorado de Vilma relatou em depoimento à polícia que a havia conhecido cerca de dois meses antes e sabia que ela teve um relacionamento anterior com Lopes, com quem teve um filho. Relatou ainda que conhecia os réus, mas estes teriam parado de falar com ele após o início do relacionamento com Vilma.

 

Ainda de acordo com a vítima, na sexta-feira anterior aos atentados ele recebeu um recado de pessoa desconhecida, feito em tom de ameaça por parte do réu. Já na madrugada de sábado, após abastecer o carro em um posto de combustíveis na rotatória da rua Baguaçu, percebeu que passou a ser perseguido pelo casal, que estava em um Ford Verona, e pelo adolescente e o autor dos disparos, que estavam em um GM Monza.

 

Tiros

 

Consta na denúncia que após passar pela avenida Abraão Buchalla, a vítima entrou na rua Angelo Brivio e parou próximo ao cruzamento com a Miguel Sanches de Oliveira. Antes mesmo de desligar o motor do carro, o casal foi surpreendido por José Henrique e o adolescente, que pararam ao lado.

 

O carro seria conduzido pelo adolescente e o passageiro teria apontado a arma e passado a efetuar os disparos contra as vítimas. O rapaz foi atingido no ombro e levou um tiro de raspão no pescoço, enquanto Vilma tentou sair do carro e foi atingida na perna e na cabeça.

 

Ainda de acordo com a denúncia, o casal havia parado o carro em que estava atrás do veículo das vítimas. Percebendo que o adolescente havia pego a arma e passado a recarregá-la, mesmo ferido a vítima engatou marcha e deixou o local.

 

Socorro

 

O casal teria tentado impedi-lo, mas ele conseguiu retornar ao posto de combustíveis onde havia abastecido anteriormente para pedir ajuda. Enquanto isso, o casal fugiu e Vilma, que ficou no local dos disparos, foi socorrida e levada para a Santa Casa. Ela ficou 10 dias internada e, apesar do tratamento intensivo, não sobreviveu.

 

Ainda na madrugada do crime policiais militares abordaram o casal com o Verona e os dois foram presos em flagrante. Durante a investigação foi confirmada a participação de Luís Henrique e do adolescente na ação.

 

Negaram

 

Ouvido em juízo, o réu negou participação no crime, alegando que quando estava no carro dele com a companheira, teria visto os ocupantes de um VW Gol, no qual estavam as vítimas, e de um Monza, trocando tiros.

 

Alegou ainda que na sequência, passou a ser perseguido pelo Gol e fugiu para Birigui. Quando retornou para casa, foi abordado e preso. A mesma versão foi apresentada por Samira, que negou ter encomendado a morte do casal.

 

Os dois foram denunciados por homicídio em função da morte de Vilma; por tentativa de homicídio devido aos ferimentos sofridos pelo namorado dela; e por corrupção de menor, pelo envolvimento do adolescente na ação. O julgamento está marcado para as 9h, no Fórum de Araçatuba e os réus aguardam julgamento presos.

 

Acusado de atirar no casal foi assassinado em 2021

 

José Henrique da Silva, 19 anos, que foi denunciado por participação no assassinato de Vilma da Silva Ramos, 20 anos, e na tentativa de homicídio contra o namorado dela, em novembro de 2020, foi assassinado a tiros em 25 de abril do ano seguinte.

 

Os autores do crime seriam dois homens que ainda não foram identificados. Ele residia no bairro Alvorada, mas o crime aconteceu na rua José Maurício de Souza, no residencial Águas Claras. Na ocasião testemunhas disseram não ter presenciado o assassinato.

 

O morador no imóvel alegou que fumava na frente da casa e quando entrou para ir ao banheiro, deixou o portão social aberto. Em seguida, percebeu que havia pessoas correndo na lateral da residência e ouviu barulho de tiros. Ao ir ao fundo da casa, encontrou um rapaz caído, ferido por disparos de arma de fogo, e viu o vulto de uma pessoa retornando para a rua.

 

Outra testemunha relatou que após ouvir o barulho, foi ver o que estava acontecendo e se deparou com um desconhecido com uma arma, o qual mandou que abaixasse a cabeça e retornasse. Esse desconhecido estaria acompanhado de outra pessoa, com o qual saiu correndo para a rua.

 

Foi constatado que Silva levou pelo menos quatro tiros, dois no pescoço, um na cabeça e um nas costas. Equipe DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) acompanhou a perícia, que recolheu um projétil encontrado na varanda da frente e outro próximo ao corpo.

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