Cotidiano

‘Teste de fumaça’ revela casas direcionando água da chuva para a rede de esgoto no Pedro Perri

Fiscalização teve início na manhã desta quinta-feira; resultados serão encaminhados à Prefeitura para providências
Lázaro Jr.
15/01/2026 às 18h15

A GS Inima Samar iniciou na manhã desta quinta-feira (15), a realização do “teste de fumaça” para verificar possíveis irregularidades na rede coletora de esgoto em Araçatuba (SP). A reportagem acompanhou o início dos trabalhos e no primeiro quarteirão avaliado, foram encontradas irregularidades em duas residências.

 

A fiscalização teve início no bairro Pedro Perri, com a expectativa de realizar cerca de 40 testes por dia, abrangendo 1.741 imóveis. Essa primeira etapa do processo deverá se estender até o final de fevereiro.

 

Conforme já divulgado, o procedimento consiste em injetar fumaça não tóxica na rede de esgoto para identificar possíveis irregularidades. Uma delas é a ligação cruzada, quando a água da chuva é direcionada para a rede de esgoto ou o esgoto é lançado na rede pluvial.

 

Susto

 

Na manhã desta quinta-feira, assim que a fumaça foi injetada em um poços de visitas da rua Cristiano Olsen, em duas residências na rua Nege Cury, foi notado que havia fumaça saindo da tubulação.

 

Em uma das casas a fumaça saía do cano que serve para escoar a água do quintal para a sarjeta. Na outra, porém, a moradora se assustou ao se deparar com a fumaça saindo do banheiro e de outras partes do encanamento da casa, imaginando inclusive que pudesse ser um princípio de incêndio.

 

Orientação

 

Equipe da GS Inima Samar que acompanhava o trabalho, que é executado por uma empresa terceirizada, informou à moradora sobre o teste, que tem como finalidade sugerir a correção das irregularidades.

 

O gerente de Operações da concessionária, Lucas Dalri, explicou que nesse primeiro momento, serão realizados os testes e os resultados serão encaminhados para a Agência Reguladora Daea e para a Prefeitura. Esses órgãos que serão os responsáveis por tomar as devidas providências com relação à eventual notificação dos moradores para adequação na rede.

 

“As equipes que acompanham os testes estão orientadas a entrar nas residências e informar sobre o que pode ter gerado o problema, mas a responsabilidade não será nossa de fazer a solicitação da correção”, explicou.

 

Benefícios

 

Ainda de acordo com ele, a fiscalização teve início nessa região da cidade devido às ocorrências de extravasamento de esgoto em período de chuva. Ele reforça que a rede coletora é feita só para receber o esgoto das residências e dimensionada de acordo com o número de imóveis e de moradores nessas casas.

 

Segundo Dalri, quando chove e ocorre a ligação cruzada, que é quando a água da chuva é direcionada para a rede de coleta de esgoto, ela acaba enchendo e ocorre o extravasamento nos poços de visita, gerando transtornos. "Tem o aspecto visual, eventual bloqueio de trânsito para correção e mau cheiro. Então, nós estamos atuando para reduzir essas ocorrências, que infelizmente acontecem”, reforçou.

 

Lagoa de tratamento

 

Essas irregularidades também trazem reflexo para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), segundo a Samar.  De acordo com o que foi informado, em média são atendidos de 10 a 12 ocorrências de extravasamento de esgoto por dia na cidade, número que chega a 30 por dia quando chove.

 

O volume de material que é enviado para a lagoa de tratamento de esgoto aumenta na mesma proporção. Da média de 500 litros por segundo que chegam ao local normalmente, em dia de chuva chega esse volume chega a quase 1.400 litros por segundo, o que representa quase três vezes mais. “É um problema que começa aqui, mas chega na estação de tratamento de esgoto”, reforçou   Dalri.

 

Por enquanto não está prevista a realização dos testes em outras áreas da cidade, o que dependerá o resultado desta primeira etapa.

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