Cotidiano

Birigui reduz em 41% os acidentes de trânsito com vítimas

Dados são da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, com base em números oficiais do Infosiga
Da Redação
11/02/2026 às 09h10
(Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

Birigui registrou redução de 41% na quantidade de acidentes de trânsito com vítimas. As mortes também caíram no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, com base em números oficiais do Infosiga, sistema do Detran-SP, que compara os índices de 2025 com os de 2024.

 

De acordo com o banco de dados estadual, ao longo de 2025 foram contabilizados 411 acidentes de trânsito com vítimas. No mesmo período de 2024, haviam sido 706 ocorrências. A diferença representa 295 casos a menos de um ano para o outro.

 

Mesmo com o resultado, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Vagner Freire, afirma que o município precisa manter os investimentos no setor e reforçar as ações de educação no trânsito voltadas aos motoristas.

 

No caso dos acidentes fatais, a redução foi de 20%. Em 2025, Birigui registrou 20 mortes no trânsito, contra 25 no ano anterior, segundo o Infosiga.

 

Reflexo na saúde pública

 

Freire destaca que os acidentes de trânsito impactam diretamente o sistema de saúde do município. Segundo ele, as ocorrências contribuem para a sobrecarga do pronto-socorro e para a ocupação de leitos na Santa Casa.

 

“Essa recorrência acaba interferindo inclusive na realização de procedimentos eletivos, porque não há como manter um planejamento dentro do sistema de saúde pública que se vê obrigado a priorizar as urgências” , afirmou o secretário.

 

Além do impacto social, os acidentes também geram custos elevados. O Infosiga estima que os sinistros de trânsito representem um gasto superior a R$ 49 milhões por ano para o município. O cálculo considera não apenas as colisões, mas o prejuízo total causado à sociedade.

 

Entram nessa conta os custos diretos, como atendimento hospitalar pelo SUS, resgate, perícia policial, remoção e conserto de veículos, além de reparos na infraestrutura urbana, como postes, asfalto e sinalização. Também são considerados os custos indiretos, como perda de produtividade, afastamentos do trabalho, aposentadorias por invalidez, pensões e o impacto emocional e financeiro sobre as famílias das vítimas.

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