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Trombose em atletas: conheça alguns nomes do esporte que enfrentaram a doença, seus principais sinais clínicos e formas

Traumatismos que envolvem imobilização, carga excessiva nos treinos e uso de anabolizantes são fatores de risco adicionais para o desenvolvimento de trombose em atletas
Da Redação
21/09/2023 às 17h48
(Imagem/Crédito: Freepik) (Imagem/Crédito: Freepik)

A trombose é uma condição médica séria caracterizada pela obstrução de veias ou artérias devido à formação de coágulos sanguíneos no organismo humano. Surpreendentemente, essa enfermidade não faz distinção de idade ou estilo de vida, podendo afetar pessoas de todas as faixas etárias, inclusive atletas. O Dr. Marcelo Melzer Teruchkin, renomado cirurgião vascular e coordenador do Núcleo de Medicina Vascular do Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre (RS), esclarece os riscos envolvidos nessa condição e os fatores que a tornam relevante para atletas.

 

A trombose pode assumir duas formas principais: venosa e arterial. A trombose venosa profunda (TVP) geralmente se manifesta nos membros inferiores, causando sintomas como dor, inchaço e mudança na coloração da perna afetada. No entanto, uma complicação grave da TVP ocorre quando um coágulo se desprende da veia e viaja pela corrente sanguínea até os pulmões, levando a sintomas como falta de ar e queda da pressão arterial, podendo resultar em parada cardiorrespiratória. A trombose arterial, por sua vez, é uma das principais causas de morte no mundo e está associada a condições graves, incluindo acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio.

 

O Dr. Teruchkin enfatiza que a trombose pode acometer qualquer pessoa, mas certos fatores de risco aumentam a probabilidade de desenvolver a doença. Entre eles, destacam-se o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, a gravidez, o puerpério, as viagens longas de avião e o uso de hormônios, como anticoncepcionais, reposição hormonal e anabolizantes. Além disso, pacientes com câncer e aqueles com doenças sanguíneas (trombofilias) também têm um risco elevado de desenvolver trombose.

 

No contexto dos atletas, existem circunstâncias adicionais que podem predispor ao desenvolvimento da trombose. Traumatismos que resultem em imobilização, cargas excessivas nos treinamentos e o uso de anabolizantes são considerados fatores de risco adicionais para essa população. Embora não haja esportes específicos que causem trombose, a probabilidade de ocorrência de acidentes pode ser maior em modalidades com contato físico intenso. O uso ocasional de esteroides anabolizantes por alguns atletas também pode aumentar o risco de trombose, uma vez que essas substâncias podem aumentar a viscosidade sanguínea, tornando o sangue menos fluído e predispondo à obstrução das veias.

 

Várias figuras do esporte renomadas enfrentaram complicações relacionadas à trombose, evidenciando a importância da conscientização e medidas preventivas. A tenista Serena Williams, por exemplo, enfrentou duas embolias pulmonares, levando a uma ausência de 10 meses das quadras. Já o jogador de basquete Brandon Ingram, do Los Angeles Lakers, ficou afastado por oito semanas devido a uma trombose venosa profunda no braço.

 

No Brasil, o jogador de futebol Raniel desenvolveu trombose em 2020, após uma partida no Paraguai pela Libertadores enquanto atuava pelo Santos. A lateral do Flamengo, Jucinara, também foi afetada por uma trombose em 2015, que evoluiu para uma embolia pulmonar, impedindo-a de jogar por cerca de um ano.

 

Para a prevenção da trombose, adotar um estilo de vida saudável é fundamental, incluindo alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção de peso adequado, cessação do tabagismo e uso de hormônios apenas sob orientação médica. O acompanhamento clínico regular também é crucial. Para os atletas, medidas adicionais incluem evitar o uso de hormônios e tomar precauções para evitar acidentes durante os treinamentos e competições.

 

O tratamento da trombose envolve o uso de medicamentos anticoagulantes, repouso e, em alguns casos, o uso de meias de compressão. O diagnóstico precoce por meio de exames, como o ecodoppler das veias das pernas, é fundamental para reduzir o risco de complicações. O período de tratamento varia de três a seis meses, mas, em casos especiais, pode ser necessário o uso contínuo da medicação.

 

O Dia Mundial da Trombose, lembrado em 13 de outubro, desempenha um papel crucial na conscientização sobre essa condição vascular. Através do conhecimento, precaução e cuidados adequados, é possível reduzir significativamente o risco da trombose e suas complicações. Portanto, a conscientização e a prevenção são fundamentais, independentemente da idade ou do estilo de vida do paciente. Iniciativas lideradas por organizações médicas, como a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), desempenham um papel importante na disseminação de informações sobre a trombose e na promoção da saúde vascular.

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