Saúde & Bem-Estar

Profissionais de Saúde em Araçatuba recebem capacitação para impulsionar a doação de órgãos

Será ministrada pelo Hospital de Base de Rio Preto nesta sexta e no sábado, no Unisalesiano
Da Redação
19/06/2026 às 07h40
Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Com objetivo de aumentar o número de famílias que dizem sim para a doação de órgãos, o Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) promove, nesta sexta-feira (19) e no sábado (20), no Unisalesiano em Araçatuba, uma qualificação técnica com o Curso de Determinação de Morte Encefálica e Comunicação em Situações Críticas.

 

A ação será realizada por meio da OPO (Organização de Procura de Órgãos), das 8h às 17h, e já foi aplicada em anos anteriores. Em nota, os organizadores reforçam que a excelência é fruto direto de uma década de treinamentos rigorosos, tendo sido capacitados 312 médicos e 386 profissionais de equipes multidisciplinares.

 

Na lista constam enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, somando quase 700 especialistas que atuam em toda a região das DRSs (Diretorias Regionais de Saúde) de Araçatuba e de Rio Preto.

 

Acolhimento

 

Para que a doação aconteça, a abordagem à família deve ser feita com extremo respeito. Por isso, o Curso de Comunicação em Situações Críticas foca na humanização do processo. O coordenador da OPO do HB, médico nefrologista João Fernando Picollo, explica a importância do treinamento das equipes para atuar em um momento delicado. 

 

De acordo com ele, a capacitação prepara os profissionais para lidarem com os sentimentos diante da perda, ensinando a diferença entre a resposta pessoal e o comportamento profissional eficaz. 

 

O médico acrescenta que através de simulações de comunicação de morte e entrevistas para solicitar a doação, a equipe desenvolve a escuta ativa e a empatia necessárias para amparar a família. “É esse acolhimento qualificado que oferece suporte emocional e ajuda os familiares a encontrarem, na doação, um legado de vida e esperança em meio à dor”, ressalta.

 

Morte Encefálica

 

Já o CDME (Curso de Determinação em Morte Encefálica) tem o papel fundamental de treinar médicos nas diretrizes éticas, legais e clínicas, capacitando os profissionais na metodologia de exames neurológicos, testes de apneia e exames complementares, além de aprenderem a conduzir corretamente a declaração de óbito e o suporte vital.

 

“Nosso objetivo é disseminar esse conhecimento técnico para profissionais que atuam por toda a região. Quanto mais médicos estiverem aptos a diagnosticar a morte encefálica de forma rápida, segura e precisa, mais órgãos podem ser mantidos viáveis para transplante. Isso significa reduzir o tempo de espera e aumentar exponencialmente o número de vidas salvas”, afirma.

 

Números

 

Em 2026, a região de Rio Preto alcançou 90,9 notificações de potenciais doadores por milhão de habitantes, resultando no maior índice de doadores viáveis de 37,5 por milhão. Já a OPO de Araçatuba registrou 94,8 notificações por milhão.

 

A taxa de doadores viáveis (20,7 por milhão) foi impulsionada por um crescimento histórico: o número de doadores saltou de 47 por milhão de habitantes em 2025 para incríveis 94 por milhão em 2026, um aumento de 100%. 

 

Na região da Grande São Paulo, as notificações chegaram a 89,7, com 25,4 doadores viáveis por milhão, evidenciando os resultados acima da média estadual no Noroeste Paulista.

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