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Saúde & Bem-Estar

Casos de alergias aumentam 15% na primavera

A pesquisa aponta a alergia ao pólen como o diagnóstico mais frequente; confira 8 dicas para reduzir crises alérgicas
Da Redação
03/10/2023 às 10h18
Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Com a chegada da Primavera vem o florescimento das plantas e o aumento das temperaturas, mas também surgem desafios para muitos brasileiros. O aumento nos números de problemas causados por alergias sazonais é uma preocupação comum durante essa época do ano, sendo a principal delas a alergia ao pólen, que pode desencadear a rinite alérgica.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital, a primavera de 2022 registrou um aumento de 15% nos casos de alergias em comparação com o inverno do ano correspondente – e a a mesma tendência vem se apresentando para 2023. Esse crescimento alarmante destaca a importância de compreender as causas e os sintomas das alergias sazonais, bem como a busca por maneiras eficazes de prevenção e tratamento.

 

A rinite alérgica sazonal se manifesta com sintomas como espirros frequentes, coriza, coceira no nariz e nos olhos, além de congestionamento nasal. "Com o aumento da concentração de pólen durante a primavera, muitas pessoas sofrem com sintomas desagradáveis. A exposição a essas partículas pode desencadear reações alérgicas, afetando a qualidade de vida do paciente. É importante procurar ajuda médica e estar ciente dos exames indicados para confirmar a causa das alergias sazonais", aponta a Dra. Carolina Pampolha, diretora médica de Operações da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital.

 

Para determinar a origem da alergia e seu tratamento adequado, exames como o teste cutâneo de alergia e a dosagem de IgE específica podem ser realizados. Essa investigação auxilia o médico a identificar alérgenos específicos aos quais o paciente é sensível, possibilitando um tratamento direcionado. E para evitar que a chegada da primavera seja um pesadelo para quem sofre de alergias sazonais, a médica separou 8 dicas para reduzir crises alérgicas.

 

Confira:

 

1. Monitorar os níveis de pólen: O pólen não é visível a olho nu, contudo em épocas de alta concentração de pólen no ar cria-se uma névoa fina e amarelada, e essa névoa é mais visível principalmente em dias ensolarados e secos, em que o pólen é transportado pelo vento em grandes quantidades. Em dias ventosos, pessoas com alergia ao pólen é aconselhável evitar atividades ao ar livre, mas caso realize, ao chegar em casa importante tomar banho e trocar as roupas.

 

2. Utilizar filtros de ar: Investir em purificadores de ar equipados com filtros HEPA pode reduzir efetivamente a presença de alérgenos no ambiente, já que são projetados para capturar partículas muito pequenas como pólen, ácaros, pelos de animais, mofo e partículas de poeira.

 

3. Utilizar óculos de sol e/ou máscaras ao ar livre: Para aqueles que sofrem com irritação nos olhos e garganta, usar óculos de sol e máscaras ao ar livre cria uma barreira protetora eficaz contra alérgenos.

 

4. Manter a casa limpa: Uma rotina regular de limpeza, incluindo a higienização de superfícies, cortinas e a aspiração de carpetes, pode diminuir significativamente a concentração de alérgenos no ambiente doméstico.

 

5. Trocar de roupa ao chegar em casa: Evitar sentar-se no sofá ou se deitar na cama com a mesma roupa que usou fora de casa ajuda a prevenir a acumulação de partículas alergênicas em móveis e tecidos.

 

6. Conheça a sua alergia: Cada tipo de alergia possui particularidades. Por exemplo, para alergias ao pólen, é aconselhável manter as janelas fechadas para evitar a entrada de partículas em casa; já para alergias a mofo, manter uma boa ventilação com janelas abertas é fundamental.

 

7. Uso de medicamentos: Em casos mais graves, medicamentos antialérgicos prescritos por um médico, como anti-histamínicos, corticoides e descongestionantes nasais, podem ser eficazes para bloquear crises e aliviar sintomas. Consulte sempre um profissional de saúde para orientação adequada.

 

8. Considerar a imunoterapia: Em casos de alergias persistentes, a imunoterapia, que envolve a administração controlada do alérgeno responsável pela reação alérgica, pode ajudar o corpo a desenvolver uma maior tolerância, desta forma vai reduzir sintomas alérgicos, proporcionar um alívio mais duradouro, previne o agravamento de alergias ao longo do tempo, reduz o uso rotineiro de antialérgicos, anti-histamínicos e descongestionantes nasais e melhora qualidade de vida.

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