O homem de 35 anos que foi preso pela Polícia Civil na quinta-feira (2), em Birigui (SP), acusado de participar de um furto que causou prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão aos responsáveis por uma loja de joias em Votuporanga, já foi preso acusado de participar de uma tentativa de roubo a um banco em Birigui.
O crime aconteceu em novembro de 2014 e, de acordo com o que foi divulgado na época, ao todo, quatro pessoas foram presas em flagrante na ocasião. A agência invadida ficava em um loteamento no bairro Alto Silvares e uma equipe da Polícia Militar foi ao local na manhã daquela segunda-feira, após denúncia anônima de movimentação no interior da agência.
Ao serem surpreendidos, os investigados teriam feito disparos contra os policiais e um deles chegou a ser baleado. Com eles foram apreendidos quatro cilindros de gás para maçarico, um revólver, uma furadeira e discos de serra elétrica.
Eles também estavam com envelopes bancários e uma quantia não informada em dinheiro. A reportagem consultou a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que informou que não encontrou o processo relacionado ao caso.
Furto joias
Segundo a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga, o furto de joias aconteceu em 8 de março deste ano, em uma loja que funciona em uma galeria comercial. As investigações apontaram que um dos autores invadiu o estabelecimento após cortar o telhado e o forro.
O ladrão desceu com o uso de técnica semelhante ao rapel, recolheu centenas de joias, principalmente de ouro, causando prejuízo que ultrapassa R$ 1,5 milhão.
Identificados
A polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança e identificou o Toyota Corolla e o Ford Ka que teriam sido utilizados pelos autores do furto. Em seguida, o trabalho de inteligência identificou o morador em Birigui e um casal de Valentim Gentil como sendo os autores do crime.
Segundo a polícia, todos possuem antecedentes criminais e há suspeita de que o outro homem é investigado por possível ligação com a facção criminosa PCC. Os três tiveram a prisão preventiva decretada, passaram por audiência de custódia nesta sexta-feira e permanecerão à disposição da Justiça.
Durante a ação, os policiais apreenderam os dois veículos usados no crime, celulares, ferramentas e dinheiro. A investigação terá sequência.