A mulher de 34 anos que é suspeita de ter matado a tiros Dener Ribeiro Antoniole, 34, crime ocorrido na noite de sábado (27) na saída de um condomínio em Araçatuba (SP), teria tido um relacionamento amoroso com ele em 2023.
Conforme já divulgado, no dia do assassinato, ela esteve na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e registrou um boletim de ocorrência de ameaça contra ele. A reportagem apurou que na ocasião, a mulher informou que teve um relacionamento com a vítima naquele no ano.
Segundo a suspeita, devido a um desentendimento entre o casal, foi registrado um boletim de ocorrência e solicitada medidas de protetivas na época. Entretanto, ainda de acordo com a suspeita, essas medidas foram revogadas em janeiro de 2024.
Ameaças
Ainda de acordo com a mulher, por volta das 6h30 de sábado ela teria acordado ouvindo gritos vindos da rua e seria Antoniole a chamando para sair do imóvel. Ele teria feito ameaças, dizendo que ela iria pagar e que "não tinha medo de tirar 30 anos, que ela iria ver".
Ao prestar a queixa, a mulher alegou que disse para o ex-companheiro que iria chamar a polícia. De acordo com ela Antoniole estaria de moto e teria passado algumas vezes na frente da residência.
A PM teria sido acionada, mas quando a equipe chegou ao local, ele já havia ido embora. Por fim, a suspeita afirmou que não havia sido agredida, mas solicitou medidas protetivas de urgência, alegando o que o ex-companheiro seria usuário de drogas e já havia sido preso.
Morte
Esse boletim de ocorrência foi registrado por volta das 8h e o assassinato aconteceu pouco depois das 21h30. Antoniole teve o acesso ao condomínio autorizado por um morador. Após passar um período dentro de uma das casas, ele deixou o imóvel. Quando se aproximava da portaria com a moto, foi ferido nas costas por disparos de arma de fogo.
A polícia teve acesso a imagens de câmeras de monitoramento que mostram que os disparos teriam sido feitos por uma mulher que estava na garupa de outra moto. Ainda de acordo com a polícia, a suspeita residiria em um casa no condomínio, endereço diferente de onde teriam ocorrido as supostas ameaças pela manhã.
No condomínio também moraria uma irmã dela, de 30 anos, e um irmão delas, de 28 anos. Segundo a polícia, esse irmão estaria pilotando a moto com ela na garupa quando ocorreram os disparos.
Investigação
A equipe de investigação teve acesso ao interior das casas onde residiriam as duas irmãs e o irmão, apontados como suspeitos de envolvimento no homicídio, mas não havia ninguém nos imóveis.
Em um deles foram apreendidos dois celulares e um porta retrato com a fotografia de um homem e uma mulher, que podem ser os possíveis investigados. A polícia também recolheu o celular pertencente a Antoniole, que trazia consigo ainda um maço de cigarros, um isqueiro e R$ 40,00 em dinheiro.
Até a tarde desta segunda-feira (29) não havia informações sobre o paradeiro dos investigados.