O psicólogo que teve o convênio suspenso pela Prefeitura de Araçatuba (SP) após denúncia de que ele está sendo investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável, atendia em uma clínica particular. Segundo o que foi apurado pela reportagem, ele ainda não foi ouvido formalmente pela polícia.
A reportagem obteve neste sábado (21), informações da investigação que é realizada pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), após denúncia feita pela mãe de um menino de 5 anos, com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Essa criança teria sido encaminhada para atendimento com esse profissional por meio do convênio com a Prefeitura e o suposto estupro de vulnerável teria ocorrido no início do ano.
Ainda de acordo com o que foi apurado pela reportagem, com base nos indícios obtidos pela investigação, a Polícia Civil representou pelos mandados de busca e apreensão para os endereços ligados ao investigado.
Busca
A Justiça acatou ao pedido e expediu os mandados, que foram cumpridos no início desta semana, com a realização de buscas na residência e na clínica onde o investigado realizava os atendimentos, por meio de contrato com Prefeitura, firmado a partir de processo de licitação.
Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, além de dar cumprimento aos mandados, a Polícia Civil representou pela suspensão da atividade de psicólogo e pela suspensão do contrato dele com a Prefeitura, até o final das investigações, visando proteger outras crianças atendidas por ele.
Suspensão
Neste sábado, a Prefeitura divulgou nota informando que suspendeu os atendimentos e o convênio vigente com o psicólogo investigado por estupro de vulnerável. Em nota, a administração municipal informa que após a conclusão das investigações e a devida apuração dos fatos, procederá com a anulação definitiva do contrato.
A Prefeitura informa que os pacientes que possuem sessões agendadas com esse profissional serão remanejados para outros prestadores da rede, garantindo que nenhum tratamento seja interrompido.