A Secretaria de Estado da Educação confirmou que o professor de 26 anos preso na última sexta-feira (10) pela Polícia Civil em Birigui (SP), atuou na rede estadual como temporário. Entretanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Pasta, ele foi desligado em fevereiro e não chegou a lecionar neste ano.
Conforme divulgado pelo Hojemais Araçatuba, esse professor é acusado de manter contato com alunos por meio do aplicativo do celular e de redes sociais, e pedir fotos e vídeos de cunho sexual.
O caso passou a ser investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), após serem registrados dois boletins de ocorrência por pais de vítimas, que que viram conversas suspeitas com o professor no celular dos filhos.
Celular
Ainda de acordo com o que foi informado, o próprio investigado entregou espontaneamente o celular para ser apreendido. Ao analisar os dados extraídos do aparelho, mediante autorização judicial, a polícia encontrou conversas recuperadas, apesar de ser constatado que mensagens eram excluídas com frequência.
Foi constatado que o professor mantinha contato simultâneo com diversos meninos, a maioria com idades entre 12 e 15 anos. Nelas, ele insistia nos pedidos por imagens íntimas, recebia conteúdo de natureza sexual e armazenava arquivos com esse teor.
Também teriam sido encontrados registros de transferências financeiras vinculadas às conversas e a polícia investiga se o acusado pagava pelas imagens sexuais recebidas dos adolescentes.
Preso
Diante do que foi apurado, a polícia representou pelo mandado de prisão preventiva do acusado, a qual foi decretada pela Justiça e o mandado cumprido na sexta-feira.
Inicialmente o professor deve ser indiciado por posse, armazenamento e solicitação de material pornográfico envolvendo menores de 18 anos, além de aliciamento e assédio por meio eletrônico.
Os crimes estão previstos nos artigos 241-B e 241-D do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). No decorrer da investigação também surgiram indícios de possível coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal, que segue sendo apurado.