Polícia

Prefeitura de Birigui afasta professora após denúncia de maus-tratos contra alunos

Foram registrados 2 boletins de ocorrência relatando que meninos de 10 anos tiveram dedos queimados com cola quente
Lázaro Jr.
17/03/2026 às 12h44
Foto: Divulgação/Ilustração Foto: Divulgação/Ilustração

A Prefeitura de Birigui (SP) decidiu por afastar preventivamente das atividades, uma professora da rede municipal de ensino, após denúncia de supostos maus-tratos praticados por ela contra pelo menos dois estudantes de 10 anos de idade.

 

Os pais desses meninos procuraram a polícia na segunda-feira (16), para denunciar que eles sofreram queimaduras nos dedos, que teriam sido provocadas com cola quente, de forma intencional pela professora.

 

Em nota, a administração municipal afirma que assim que a Secretaria Municipal de Educação tomou conhecimento dos fatos ocorridos em uma escola municipal, foi determinada a imediata abertura de processo de sindicância investigatória para apuração rigorosa das circunstâncias relatadas.

 

“A Corregedoria do Município adotará todas as providências necessárias para a devida apuração dos fatos, com a seriedade e a responsabilidade que o caso exige”, afirma nota divulgada à imprensa.

 

Casos

 

A reportagem apurou que a mãe de um dos estudantes esteve na delegacia na manhã de segunda-feira (16), informando que na sexta-feira (13), o filho dela teria sofrido queimaduras com cola quente, durante aulas de “Artes”. 

 

Na denúncia, a mulher disse que o filho dela afirmou que a queimadura teria sido causada de forma proposital pela professora, quando ele pediu para usar o banheiro.

 

A mãe do estudante informou à polícia que esteve na escola antes de procurar a delegacia e a diretora da instituição de ensino teria relatado que havia recebido relatos de outras mães descrevendo situações semelhantes.

 

A informação passada à mulher, de acordo com ela, foi de que medidas administrativas teriam sido adotadas com relação à professora, sem fornecer detalhes sobre os fatos.

 

Pingou

 

A denúncia com relação aos ferimentos sofridos pela outra criança foi feita na tarde de segunda-feira, pela mãe dela. Ela contou que também na sexta-feira, ao chegar em casa, o menino contou que não conseguiu compreender o que a professora havia falado.

 

Diante disso, ela teria pedido que ele fosse até à frente da sala de aula, esticasse a mão e pingou cola quente no dedo dele. A vítima contou à mãe que devido à queimadura sofrida, ela precisou sair da sala de aula para passar água no local atingido pela cola.

 

Assim como a outra mãe, esta relatou à polícia que a professora teria agido da mesma forma com outros alunos e que daria risada após queimá-los. A mulher disse que esteve na escola ainda na sexta-feira, mas encontrou o prédio fechado.

 

De acordo com ela, ao conseguir contato com a diretora da escola, esta teria informado que havia ao menos cinco reclamações relacionadas à atitude da professora investigada com relação a alunos.

 

Por fim, a mãe informou que ao procurar a polícia na sexta-feira, ela foi orientada a levar o filho para atendimento médico no pronto-socorro municipal e procurar a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na segunda-feira seguinte, conforme foi feito.

 

Providências

 

A polícia determinou que os dois meninos fossem encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba para serem submetidos a exame de corpo de delito, para constatar a gravidade das lesões. Um inquérito deve ser instaurado e as partes intimadas a prestar declarações. 

 

Em nota, a administração municipal de Birigui ressalta que não compactua com qualquer conduta que possa colocar em risco a integridade física ou emocional dos alunos da rede municipal de ensino, e reafirma seu compromisso com a proteção, o bem-estar e a segurança das crianças.

 

“Todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas, e eventuais responsabilidades serão apuradas com o devido rigor, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa. A Prefeitura seguirá acompanhando o caso de forma prioritária e manterá a população informada sobre os desdobramentos”, finaliza a nota.

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