Polícia

Polícia Civil vai invertigar furto de energia em residência no Guanabara

Morador no imóvel não apareceu, mas compareceram quatro advogados; energia foi desligada
Lázaro Jr.
25/04/2026 às 19h21
Foto: Divulgação/Ilustração Foto: Divulgação/Ilustração

Equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba (SP) foi acionada na manhã de sexta-feira (24), para dar apoio a técnicos da CPFL Paulista que flagrarem o furto de energia em uma residência no bairro Guanabara.

 

Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 10h30, na rua João Marquês. Consta que os agentes chamaram insistentemente, mas nenhum morador atendeu. Como a equipe da CPFL Paulista possuía o contato telefônico de um dos proprietários do imóvel, foi feito o contato com ele.

 

Ao atender a ligação ele informou que compareceria ao local imediatamente. Porém, passados 30 minutos ninguém apareceu, foram realizadas mais duas ligações para o mesmo número, que não foram atendidas. Cerca de dez minutos depois, o proprietário do imóvel atendeu e alegou que precisaria de mais dez minutos. 

 

Advogados

 

Passados 15 minutos, esteve presente um advogado, comunicando que o cliente dele não compareceria e que outros advogados também estavam a caminho. Na sequência, chegaram mais três advogados, porém, de acordo com a polícia, nenhum deles quis se identificar. 

 

Analisando ainda pelo lado externo da casa, os técnicos da CPFL Paulista constataram que havia um conector perfurante no relógio de medição de energia. Esse equipamento, denominado “jumper”, impede a energia elétrica de passar pelo medidor.

 

Crime permanente

 

Diante da constatação do objeto, a equipe do GOE fez contato com o delegado, que autorizou a entrada no imóvel para acesso ao relógio medidor, já que o furto de energia mediante fraude, como o que havia sido constatado, é considerado crime permanente.

 

Com a entrada na casa, os agentes confirmaram que o lacre da caixa de medição de energia estava rompido e que havia um “jumper” instalado. O Instituto de Criminalística foi acionada e encaminhou equipe para fazer a perícia e recolher o objeto.

 

Tumulto

 

Segundo a polícia, durante o procedimento uma mulher que se apresentou como advogada teria colocado as partes envolvidas em risco, ao tentar acessar o local enquanto os técnicos realizavam procedimentos envolvendo energia elétrica.

 

Além disso, ela teria tentado por diversas vezes, interferir na realização da diligência, colocando em risco a concretização da operação policial. Ao término da ocorrência o caso foi apresentado no plantão policial e um inquérito deve ser instaurado para apurar as responsabilidades.

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