Polícia

Polícia Civil identifica dupla acusada de soltar fogos contra casa de vereadora em Birigui

Em protesto devido à Prefeitura ter fechado um bar após denúncia da parlamentar sobre o uso irregular de fogos de artifício
Lázaro Jr.
06/05/2026 às 16h53

A Polícia Civil de Birigui (SP) concluiu as investigações relacionadas a um atentado contra a vereadora Andreia do Nascimento Belmonte Vitorette (DC), que em fevereiro, teve fogos de artifício lançados contra a casa dela. A parlamentar é defensora da causa animal.

 

Segundo a investigação, o ataque teria sido motivado por uma denúncia feita por ela, sobre a soltura irregular de fogos de artifício na cidade. Ainda de acordo com a polícia, um dos acusados é um comerciante, dono de um estabelecimento comercial que é ponto de encontro de torcedores de um time grande da capital paulista. 

 

Esse grupo costumava se reunir em outro bar, porém, o estabelecimento teria sido fechado após a Prefeitura interditá-lo, devido às denúncias feitas pela vereadora sobre poluição sonora e uso indevido de fogos de artifício.

 

Atentado

 

A investigação teve início após o registro do boletim de ocorrência denunciando que na madrugada de 6 de fevereiro, por duas oportunidades, duas pessoas utilizando uma Honda Biz vermelha, passaram na frente da casa de Andreia Belmonte e arremessaram rojões contra o imóvel.

 

O primeiro ataque teria ocorrido 1h50 e o segundo, 2h10, deixando queimaduras e danos no vidro traseiro de um carro que estava estacionado na garagem. Naquela mesma madrugada, policiais militares foram informados de denúncia de que rojões estariam perturbando moradores na região.

 

Durante diligências, eles abordaram os dois investigados, que ocupavam uma Honda Biz vermelha, mas não portavam nenhum tipo de artefato e foram liberados.

 

Investigação

 

A investigação foi conduzida pelo 1º Distrito Policial, chefiada pelo delegado Ícaro Oliveira Borges. Cruzando as informações prestadas pelo policiais militares, com o trabalho de inteligência policial, foi esclarecida a autoria e a dinâmica dos crimes.

 

A polícia teve ainda acesso a imagens de câmeras de segurança que mostraram os investigados na motoneta, arremessando os fogos contra a casa da vereadora e fugindo do local.

 

Confessaram

 

Após serem identificados, os acusados foram intimados a prestar depoimento e confessaram a autoria dos crimes. O comerciante disse que conduzia a Biz na ocasião e que trazia na garupa um cunhado dele.

 

Na versão dele, eles decidiram de “última hora” irem à casa da parlamentar e classificou o ato como uma "brincadeira", decorrente da insatisfação com o fechamento do bar. Porém, negou a intenção de causar danos ou ameaçar a vítima.

 

Ato impensado

 

Já o cunhado dele admitiu ter arremessado os rojões nas duas ocasiões, ato motivado pelo fechamento do bar. Esse investigado argumentou que teria direcionado os fogos para o alto, sem intenção de intimidar a vereadora, definindo o episódio como um "ato impensado". 

 

Segundo a polícia, ele disse estar arrependido e confirmou que os dois foram abordados pelos policiais militares naquela madrugada. Os investigados responderão criminalmente por ameaça e dano.

 

Com a conclusão da investigação, tendo sido comprovados o esclarecimento da autoria e a materialidade dos delitos, o procedimento já foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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