Polícia

Polícia Civil de Birigui investiga denúncia de maus-tratos a crianças de 2 a 4 anos em escola particular da cidade

Suspeito foi ouvido e negou abuso ou castigo, alegando posição mais firme para manter a ordem dentro da instituição
Lázaro Jr.
02/04/2026 às 10h54
Foto: Ilustração/Divulgação Foto: Ilustração/Divulgação

A Polícia Civil de Birigui (SP) instaurou inquérito para investigar denúncias de possíveis maus-tratos praticados por um dos responsáveis por uma escola particular de educação infantil da cidade. A denúncia foi feita por mães de ao menos três crianças com idades de menos de 2 anos a 4 anos de idade.

 

Em 26 de março elas registraram boletim de ocorrência na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), relatando que o companheiro da coordenadora da escola manteria atitude suspeita com as crianças do sexo feminino.

 

Segundo a denúncia, ele teria o hábito de pegá-las no colo e levá-las para a sala dele, onde permaneceria sozinho com elas. Após a denúncia, a polícia determinou que as crianças passassem por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e ouviu as declarações das mães.

 

Castigo

 

Ainda de acordo com a polícia, foi instaurado o inquérito e durante as investigações, foi apurado que o investigado agia de forma agressiva, principalmente verbalmente, e impunha castigos às crianças que estudavam na escola.

 

Outros pais de alunos e ex-funcionários da escola também foram ouvidos na sequência da investigação e com base nas informações colhidas, a delegada responsável pela investigação representou pelo mandado de busca e apreensão.

 

Buscas

 

A Justiça autorizou a busca na escola e na residência do investigado e o mandado foi cumprido na quarta-feira (1). A polícia informa que foram localizados e apreendidos dispositivos eletrônicos do suspeito, os quais foram encaminhados para a perícia.

 

Após a extração de dados pelo Instituto de Criminalística, o material será analisado pelo Setor de Investigação e as informações obtidas serão anexadas ao inquérito. 

 

Negou

 

Por fim, a polícia informa que após o cumprimento dos mandados de busca, o investigado foi ouvido na delegacia e negou veementemente qualquer abuso ou castigo. Segundo a polícia, ele alegou que cuidava da parte estrutural da escola e manteria posição mais firme apenas para manter a ordem dentro da instituição.

 

Após ser ouvido ele foi liberado e as investigações terão sequência. A reportagem tentou contato por telefone com a escola, mas não foi atendida. Foi enviada mensagem com pedido de informações e é aguardado o retorno.

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