O pai do menino Guilherme Correa Lima, de 1 ano e 8 meses, que morreu após ser atropelado na tarde de sábado (19), em Birigui (SP), disse à polícia que não viu o momento em que a criança saiu de casa.
Momentos antes ele também saiu de casa para falar com um amigo que era passageiro do carro que o atropelou. Conforme foi divulgado, o caso aconteceu por volta das 16h30, na rua Coriolano Pompéu Paes de Campos, no bairro Jardim São Genaro.
O pai da criança contou para a polícia que, quando o Hyundai Sonata parou na frente da casa, ele foi até o veículo para conversar com o amigo, que era passageiro. Ele reconheceu o condutor do automóvel como sendo uma pessoa do bairro, mas com a qual não mantém relação de amizade.
Atropelamento
Após conversar com o passageiro, o pai de Guilherme retornou para dentro de casa e escutou um barulho. Ao olhar para a rua, viu o filho dele atropelado e tentou chamar o condutor do veículo, mas este não retornou.
O Corpo de Bombeiros chegou a ser chamado, mas o óbito foi constatado no local e após a perícia, o corpo de menino foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.
Imagens
A polícia obteve imagens de câmeras que mostram que ao sair de casa sem que o pai percebesse, a criança para na frente do carro e é atropelada com o condutor sai com o veículo.
Para a polícia, é possível o solavanco que ocorre durante o atropelamento indica que o condutor do veículo teria nota, mas seguiu em frente, mesmo com as imagens mostrando que imediatamente em seguida o pai de Guilherme grita e segue o carro, enquanto ele deixa o local.
Não encontrado
Consta que os policiais militares chegaram a ir à casa do condutor do veículo, mas não havia ninguém, no local. A polícia conseguiu contato com familiar dele, que contou que após os fatos o investigado teria telefonado e relatado o que havia ocorrido, mas depois disso, não foi mais visto.
O corpo de Guilherme será velado a partir das 12h30 no memorial São Judas Tadeu, em Birigui, e o enterro está previsto para as 16h deste domingo (20), no cemitério da Consolação.