Polícia

Mulher não recebe pagamento e danifica notebooks em escola estadual de Birigui

Prestou serviços de limpeza por meio de empresa terceirizada; pagamento estava previsto para sexta-feira passada
Lázaro Jr.
23/02/2026 às 19h44
Mulher arremessou ao chão, notebooks que estavam sobre uma mesa (Foto: Reprodução) Mulher arremessou ao chão, notebooks que estavam sobre uma mesa (Foto: Reprodução)

Uma mulher de 21 anos foi detida na tarde desta segunda-feira (23), acusada de danificar ao menos três notebooks em uma escola estadual da cidade. Ela teria ficado revoltada por ter prestado serviço de limpeza na unidade por meio de uma empresa terceirizada e não recebido pelo trabalho executado.

 

Os policiais militares foram chamados na escola por volta das 15h e relataram que encontraram a mulher em estado de agitação, provocando danos a objetos da unidade escolar. Por isso, tiveram que contê-la, mas não foi necessário o uso de algemas.

 

O diretor da escola também foi ouvido pela polícia e contou que a investigada prestou serviços de limpeza por meio de uma empresa terceirizada, tendo trabalhado na escola no dia 2 de fevereiro deste ano.

 

Não recebeu

 

Ainda de acordo com o diretor, a empresa se comprometeu e pagar pelo serviço realizado na última sexta-feira (20), mas não teria cumprido o acordo. Como não recebeu, a jovem retornou à escola nesta segunda-feira, querendo esclarecimentos sobre o pagamento da quantia devida.

 

O diretor da escola disse que se dispôs a auxiliá-la, intermediando contato com o responsável pela empresa, mas pediu a ela que aguardasse alguns minutos. A mulher não teria aceitado, e irritada teria jogado ao chão, uma bandeja de café que encontrou no corredor da diretoria. A ação teria quebrado xícaras e um jarro de vidro.

 

Notebooks

 

Além disso, ela teria ido até à área pedagógica, onde havia alguns notebooks sobre uma mesa. Câmeras de monitoramento flagraram quando ela passou a arremessar esses notebooks ao chão. Segundo o que foi informado à polícia, ao menos três desses computadores portáteis sofreram danos.

 

Funcionários tiveram que intervir para conter a jovem até a chegada dos policiais. Ouvida na delegacia, ela optou por permanecer em silêncio, mas se comprometeu em comparecer ao Fórum quando intimada.

 

Investigação

 

O caso foi presidido pelo delegado Ícaro Oliveira Borges, que considerou que apesar do dano ao patrimônio, ficou configurado o crime de exercício arbitrário das próprias razões. Ele levou em consideração que a motivação da autora foi o recebimento de diária de trabalho.

 

Consta ainda, que a jovem possui histórico de possível vulnerabilidade psíquica. Diante disso, cumprindo a legislação, a autoridade policial a liberou após ouvi-la, mas um procedimento formal será instaurado para investigar o caso. Foi determinada a realização de perícia para comprovação dos danos causados. 

 

Providências

 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, que informou que a empresa fez o pagamento pelo trabalho dessa prestadora de serviço nesta segunda-feira.

 

Segundo o que foi informado, apesar de ter sido informada sobre o pagamento, a mulher estava muito nervosa e acabou ocorrendo os danos. A secretaria informa ainda que além do registro do boletim de ocorrência, a empresa prestadora do serviço foi notificada para que não ocorra novos atrasos. 

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