Polícia

Mulher é presa após arremessar pedra na janela de sala da delegacia de Araçatuba

Alegou que queria ser presa, para que alguém resolvesse o problema dela, sem fornecer outras explicações
Lázaro Jr.
10/09/2026 às 09h38
Arremessou uma pedra em uma das janelas do plantão policial (Foto: Lázaro Jr./Arquivo) Arremessou uma pedra em uma das janelas do plantão policial (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)

Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante no final da noite de quarta-feira (9), acusada de dano ao patrimônio público, após arremessar uma pedra na janela de vidro de uma das salas do plantão policial de Araçatuba (SP).

 

Consta no boletim de ocorrência que essa mulher vem há vários dias permanecendo nas proximidades da CPJ (Central de Polícia Judiciária), que fica na frente da praça Getúlio Vargas. A reportagem já flagrou a investigada algumas vezes, passando pela praça, aos gritos e dizendo palavras desconexas direcionadas a pessoas indeterminadas, demonstrando certa perturbação. 

 

Na noite de quarta-feira, por volta das 23h30, quando passava pela frente da delegacia, ela arremessou uma pedra contra o prédio, vindo a quebrar o vidro da Sala 1 de atendimento ao público, fugindo em seguida.

 

Investigação

 

No momento do dano havia uma policial civil na referida sala, uma equipe saiu na tentativa de localizar a investigada, mas ela não foi encontrada. A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia e ao término dos trabalhos, um escrivão e o recepcionista da delegacia vistoriaram o estacionamento do plantão policial para verificar se havia danos nas viaturas policiais.

 

Nesse momento, eles notaram o vulto de uma pessoa sentada na frente de uma lanchonete desativada, na esquina da delegacia. Eles apontaram uma lanterna para essa pessoa e foi constatado que tratava-se da autora do dano.

 

Presa

 

Durante a abordagem foi apreendido um canivete que a investigada dispensou ao receber ordem para soltá-lo. E ao ser questionada por que havia atirado a pedra na janela da delegacia, a acusada disse que queria ser presa, para “alguém resolver o problema dela”, mas não deu outras explicações. 

 

Apresentada no plantão policial, a acusada teve a prisão confirmada pelo delegado que presidiu a ocorrência, o qual representou pela decretação da prisão preventiva, levando em consideração o contexto e o histórico. Após ser ouvida, a investigada permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentada em audiência de custódia.

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