Morreu na noite de segunda-feira (8) na Santa Casa de Araçatuba (SP), o catador de recicláveis Roberto Carlos da Silva, 53 anos, que havia sido internado após ser agredido com um golpe de caibro no início da manhã.
O acusado de crime foi identificado e preso durante a tarde. Ele é um pedreiro de 29 anos, que confessou o crime e alegou que agiu por ciúmes, afirmando que a vítima teria “saído” com a companheira dele.
Conforme já divulgado, o caso pouco antes das 7h30, na rua Arlindo Squiçato. A polícia teve acesso a imagens de câmera de monitoramento, que mostram o acusado correndo atrás da vítima, com o pedaço de madeira na mão.
Ele está acompanhado de uma mulher e os dois deixam o local após a vítima ser agredida com um único golpe na cabeça e cair no chão, desacordada. Uma testemunha que disse à polícia ter ouvido as partes discutindo acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a Polícia Militar.
Investigação
A perícia foi acompanhada por equipe da Polícia Civil e recolheu a vigota de aproximadamente 1 metro de comprimento, que teria sido utilizada na agressão. Equipe da Polícia Militar realizou diligências, inclusive com o auxílio do helicóptero Águia e já durante a tarde, o acusado do crime foi encontrado em uma área de pasto na rua Armando Vitro.
Ele foi visto tentando se esconder atrás de uma árvore e ao ser abordado, confessou ser o autor do golpe com o pedaço de madeira em Silva. Ainda segundo o que foi relatado, ele alegou que cometeu o crime por ciúmes, após a vítima confessar que teria saído com a companheira dele em data anterior.
O acusado não informou se havia agredido a companheira dele ao saber da suposta traição. Após o crime, a mulher foi ouvida e alegou que havia sido agredida pelo companheiro. Por fim, o investigado não informou onde conseguiu o pedaço de madeira utilizado para bater em Silva e permaneceu em silêncio quando perguntado sobre o motivo de ter fugido.
Morreu
Já no início da madrugada, uma filha de Silva esteve na delegacia e comunicou que o pai dela não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado às 19h. Com a morte, o corpo seria encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.
Um inquérito será instaurado e o caso passa a ser investigado como homicídio qualificado com recurso de impossibilitou a defesa da vítima e também como violência doméstica com relação à possível agressão à companheira do acusado.
Após ser ouvido o investigado permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.