Já está em Araçatuba (SP), o menino de 9 anos que foi resgatado pela Polícia Civil, ao ser encontrado com o pai dele, morando em uma pousada em Goiânia (GO). Fazia cerca de dois anos que a criança havia sido levada do convívio com a mãe, que acompanhou as buscas realizadas pela polícia, com autorização da Justiça.
Ao chegar na delegacia, em Araçatuba, ela não escondeu a emoção de estar de volta em casa com o menino, que ganhou um presente de um amigo, que ficou aguardando com a mãe dele para recepcioná-lo.
“Somente gratidão! Eu agradeço muito a equipe que acompanhou a gente, e agora vida nova! Eu já chorei bastante, muita oração para fazer operação (de resgate) e graças a Deus deu tudo certo”, declarou a mãe da criança resgatada.
Emoção
O delegado Paulo Natal, que coordenou as buscas em Goiânia, também não escondeu a emoção de poder participar desse resgate. Ele, que é delegado responsável pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações) e na maioria dos casos investiga mortes, teve a oportunidade de participar de uma operação que teve um final feliz para a mãe e para a criança.
“O sofrimento que essa mulher passou sem notícia do filho, uma criança que com 7 anos foi tirada do convívio da mãe por dois anos. Eu tenho 35 anos de polícia e essa foi uma das experiências mais gratificantes que eu participei”, revelou.
O delegado disse que até ficou surpreso com a evolução do menino, que inicialmente se demonstrou bastante retraído, mas com o passar do tempo, foi se soltando e sorriu bastante na viagem de volta para casa. “Parece até que não aconteceu nada”, disse.
Preso
Sobre a reação do pai do menino, Natal informa que ele admitiu que errou ao levar o filho para outro Estado e não ter atendido determinação da Justiça para devolvê-lo, porém, alegou que agiu pensando no melhor para a criança.
O investigado permanece preso em Goiânia, aguardando decisão da Justiça para ser transferido para Araçatuba e deve responder criminalmente por sequestro e cárcere privado.
Conforme já divulgado, após a separação do casal, aproveitando a guarda compartilhada, quando passou um final de semana com o filho, ele viajou com a criança para Goiás e não voltou mais.
Nesse período o menino não foi à escola e o pai vivia como um “fantasma”, sem emprego fixo ou endereço, mudando de pousada a cada seis meses, para evitar deixar rastro e ser localizado.