Polícia

Justiça aceita denúncia contra dupla acusada de atirar em carro de casal em Birigui

Acusados foram presos pela Polícia Civil durante a Operação Ponto Final e tiveram as prisões preventivas decretadas
Lázaro Jr.
09/01/2026 às 18h25
Imagem: Ilustração Imagem: Ilustração

A Justiça de Birigui (SP) aceitou a denúncia e decretou as prisões preventivas de Deilson Teixeira Martins e Keven Henrique Brito Chaves, por uma dupla tentativa de homicídio ocorrida em 29 de outubro de 2025.

 

Na ocasião, um homem e uma mulher, que estava grávida, foram alvos de disparos de arma de fogo ao entrarem no carro da família, ao saírem da igreja. Os acusados foram presos temporariamente pela Polícia Civil durante a “Operação Ponto Final”, deflagrada no dia 14 de novembro. 

 

Arma

 

Durante os cumprimentos do mandados de busca, a polícia apreendeu uma pistola calibre 32 com um dos investigados. A investigação foi coordenada pelo delegado Eduardo Lima de Paula. De acordo com o que foi divulgado, exame realizado nesta arma confirmou que trata-se da mesma utilizada no assassinato de Lucas Donha, 28, ocorrido em 21 de outubro.

 

Naquele mesmo dia houve o assassinato de Bruno Henrique Martins, 27 e essa pistola pertencia a ele. Ela teria sido utilizada pelo tio dele para vingar a morte do sobrinho. O inquérito com relação a esse homicídio também foi relatado, mas por enquanto não há decisão sobre o recebimento da denúncia.

 

Tentativas

 

No caso da dupla tentativa de homicídio, a Justiça considerou que foram comprovados indícios de autoria com relação aos agora réus. Foi levado em consideração o histórico de desavenças entre Deilson e seus enteados com uma das vítimas.

 

Além disso, os autores do crime estavam em uma moto Honda vermelha, que é idêntica à pertencente a Deilson, conforme foi afirmado por Keven em interrogatório policial.

 

Próximos passos

 

Com a denúncia sendo aceita, agora a Justiça irá decidir se os réus serão enviados para julgamento pelo Tribunal do Júri. Eles responderão por duplo homicídio tentado qualificado pelo motivo torpe, com emprego de emboscada e mediante disparos de arma de fogo. 

 

Ainda de acordo com a polícia, outros dois investigados que eram alvos de mandado de prisão na “Operação Ponto Final” seguem foragidos. Assim, as investigações prosseguem nos demais inquéritos, que devem ser concluídos com futuros indiciamentos e novas representações por prisão preventiva.

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