Polícia

Homem que morreu em capotamento não tinha habilitação

Estaria em zigue-zague pela estrada e trator teve que desviar; foram encontradas latas de cerveja dentro do carro
Lázaro Jr.
01/02/2026 às 11h31
Imagem: Ilustração/Divulgação Imagem: Ilustração/Divulgação

O homem que morreu na tarde de sábado (31) após capotar o carro que conduzia na estrada vicinal que liga Guararapes (SP) a Rubiácea é Uilgon Cristiano dos Santos, 36 anos. Segundo a polícia, ele não tinha carteira de habitação.

 

Conforme divulgado, o caso aconteceu na estrava vicinal Ângelo Zancaner, a cerca de 1 quilômetro do trevo de Rubiácea. Ele conduzia um VW Gol e inicialmente não havia informação sobre o possível envolvimento de outro veículo.

 

Porém, durante o atendimento à ocorrência, um aposentado se apresentou à polícia e relatou que retornava para Rubiácea pela estrada vicinal conduzindo um trator e deparou-se com o carro no sentido contrário.

 

Meio da pista

 

De acordo com ele, o veículo estaria trafegando pelo meio da pista e seguiu na direção do trator. Para evitar a colisão, o aposentado desviou, mas o Gol teria batido na lateral de um implemento agrícola atrelado ao trator.

 

Após a colisão, o carro seguiu o trajeto sem desacelerar ou frear, saiu da pista e capotou. O aposentado contou à polícia que parou o trator e foi prestar socorro ao condutor do veículo, que foi encontrado caído, com um dos braços decepado.

 

Ainda no local, surgiu um conhecido dele, que acionou a polícia e o resgate e, por receio de ser agredido por algum conhecido do condutor do Gol, ele decidiu deixar o local.

 

Cerveja

 

Santos foi socorrido por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levado para o pronto-socorro da Santa Casa de Guararapes, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Durante a perícia, foram encontradas latas de cerveja dentro do carro dele. E ao consultar a documentação pessoal, foi constatado que ele não era habilitado para conduzir veículos.

 

Imprudente

 

Durante o registro da ocorrência no plantão de Araçatuba, o delegado decidiu por liberar o condutor do trator, justamente por entender que no caso houve culpa exclusiva de Santos, por não possuir habilitação e haver latas de bebida alcoólica no carro.

 

“O autor investigado, única testemunha no local dos fatos, apresentou a versão de que a vítima conduzia de forma imprudente e tentou evitar uma colisão. Este não apresentava sinais de embriaguez, além de que se apresentou espontaneamente para realização de exame de dosagem alcoólica junto ao IML”, consta no despacho.

 

O corpo de Santos foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico, toxicológico e de dosagem alcoólica antes de ser liberado aos familiares e um inquérito será instaurado para investigar o caso.

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