Polícia

Homem é preso por importunação sexual contra mulher durante evento equestre em Araçatuba

Vítima trabalha como segurança e teria sido abordada pelo acusado, que a segurou pelo braço e abriu a própria calça
Lázaro Jr.
13/07/2026 às 10h40
Foto: Ilustração/Divulgação Foto: Ilustração/Divulgação

Um jovem de 26 anos foi preso em flagrante por importunação sexual na madrugada do último sábado (11), em Araçatuba (SP), crime cometido contra uma mulher de 34 anos, que estava trabalhando como segurança em um evento equestre no recinto Clibas de Almeida Prado. Ele cuidava de uma tropa de cavalos no recinto e negou o crime.

 

A vítima disse à polícia que naquela madrugada trabalhava como apoio em uma empresa de vigilância e enquanto estava em horário de pausa, por volta das 2h, conversava com um colega de trabalho e com o investigado.

 

Quando esse colega de trabalho se afastou para assumir o posto de serviço, ela informou ao acusado que também retornaria ao trabalho e ele teria se oferecido para acompanhá-la. Porém, segundo a vítima, ela explicou que estava trabalhando e não poderia permanecer conversando.

 

A mulher teria comentado ainda que iria ao banheiro antes de retornar ao posto de trabalho e, nesse momento, o investigado teria passado a dizer frases de cunho sexual, pedindo para usar o banheiro com ela e afirmando que faria com ela coisas que ela não esqueceria.

 

Abriu a calça

 

A vítima disse à polícia que tais palavras a deixaram assustada, que ela decidiu se retirar, mas quando se levantou para sair, teria sido segura pelo braço pelo acusado, que teria aberto a própria calça, dando a entender que iria fazê-la colocar a mão nas partes íntimas dele.

 

Segundo a mulher, ela conseguiu se desvencilhar, deixou o local rapidamente e enviou mensagem ao superior, informando sobre o ocorrido e ele acionou a Polícia Militar.

 

O acusado foi encontrado no banheiro e, de acordo com a vítima, ao vê-la novamente na presença dos policiais, ele teria passado a pedir perdão, alegando que tudo não teria passado de uma brincadeira.

 

Conversando

 

Ao ser ouvido em declarações na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), o acusado alegou que teria conversado normalmente com a vítima por volta das 20h, quando foi ao banheiro para tomar banho. Na versão dele, o diálogo ocorreu de forma amistosa e respeitosa, sobre assuntos cotidianos.

 

Ele comentou ainda que teria feito uma brincadeira sobre participar de um leilão e teria perguntado se a roupa que vestia seria adequada para a ocasião, recebendo resposta positiva da vítima. Ainda de acordo com o investigado, ele teria retornado para o alojamento às 22h50 para descansar, mas saiu novamente para verificar a tropa de cavalos, 1h50.

 

O investigado disse que ao retornar, encontrou a vítima sentada em um banco na companhia de um colega de trabalho dela, parou para conversar e tocou levemente o ombro dela e também do colega dela, em gesto de brincadeira, sem qualquer intenção de cunho sexual ou de constrangê-la.

 

Na versão dele, após a saída do colega e o posterior afastamento da funcionária, ele retornou ao alojamento. Porém, ao sair novamente para utilizar o banheiro, foi abordado por seguranças do local, os quais o seguraram pelo braço, como se estivesse praticando algum crime, reafirmando que manteve apenas conversas de forma amistosa e respeitosa com a vítima.

 

Preso

 

Apesar da versão do acusado, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela decretação da prisão em flagrante por importunação sexual. A autoridade levou em consideração que mesmo não havendo filmagens disponíveis ou testemunhas diretas do ocorrido, o que é normal em delitos sexuais, a palavra da vítima possui especial relevância, desde que esteja em consonância com as demais provas. 

 

Segundo o que foi relatado, nesse caso, os colegas de trabalho da vítima tomaram partido em prol dela e resolveram acionar a Polícia Militar para conduzir o acusado, o que demonstra que eles julgaram que a mulher estivesse correta na denúncia. 

 

A vítima manifestou o desejo de representar criminalmente contra o autor e requereu medida protetiva de urgência contra ele, que não teve direito a fiança, pois a pena, em caso de condenação, pode chegar a 5 anos de prisão. Assim, o acusado permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.

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