Um homem de 37 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (18), em Birigui (SP), por crime equiparado a injúria racial, acusado de ter feito xingamentos homofóbicos contra um vizinho dele, um jovem de 19 anos. Ele também teria ameaçado o jovem e a irmã dele com uma faca.
O caso aconteceu por volta de 1h30, no bairro Jandaia, onde policiais militares estiveram para atender uma ocorrência de desinteligência. Eles relataram que encontraram o acusado de posse de uma faca, mas ao ver a viatura, ele teria corrido para dentro de casa e a abandonando.
Ele teria retornado em seguida com as mãos para cima, foi abordado, revistado e não trazia nada de ilegal. No local os policiais também falaram com os vizinhos, que são os jovens irmãos.
Agressivo
As vítimas afirmaram que o acusado já havia apresentado comportamento agressivo anteriormente, mas nesta madrugada, teria se superado e feito diversas ofensas contra os dois. As ofensas teriam sido direcionadas principalmente ao jovem, de forma pejorativa, por ele ser homossexual.
Além disso, o acusado teria ameaçado os dois vizinhos de morte utilizando a faca, e teria quebrado uma garrafa na frente da residência dos irmãos.
Na delegacia, os jovens relataram que o acusado teria utilizado o pedaço de madeira para tentar perfurar a jovem através do portão. Além disso, teria utilizado expressões ofensivas com teor preconceituoso em razão da orientação sexual do irmão dela, associadas à condição de homossexual.
Confessou
Ouvido em declarações, o acusado alegou que enquanto conversava com os vizinhos, o jovem o teria xingado, por isso ficou nervoso e também o xingou com teor preconceituoso em razão da orientação sexual dele.
Disse ainda que pegou um pedaço de madeira e partiu para cima da vítima, dizendo que ia “quebrá-la” no pau. Apesar de estar de posse de uma faca quando foi surpreendido pelos policiais militares, de acordo com o que foi relatado, o investigado nega que a tivesse utilizado para ameaçar as vítimas.
Preso
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela confirmação da prisão em flagrante pelo crime consumado de injúria racial e também por ameaça. Como trata-se de crime inafiançável na fase policial, após ser ouvido ele permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.
O delegado representou pela decretação da prisão preventiva do investigado.