Polícia

Homem deixa casa levando crianças após agredir a companheira em Birigui

Mulher o deixou com os filhos, entre eles uma menina de 7 anos com Síndrome de Down, que não foram encontrados quando a polícia esteve no local
Lázaro Jr.
07/02/2026 às 17h35
Imagem: Divulgação/Ilustração Imagem: Divulgação/Ilustração

Um homem que vai completar 30 anos no próximo dia 18, foi acusado de agredir a companheira dele, uma mulher de 27 anos, na manhã deste sábado (7). Após o crime, ele teria deixado a residência, levando três filhos do casal, entre eles uma criança de 2 anos e uma menina de 7 anos de idade, com Síndrome de Down.

 

A vítima disse à polícia que convive com o investigado há 12 anos, mas o relacionamento é conturbado, com discussões diárias, pois ele seria usuário de cocaína e maconha. Ainda de acordo com ela, eles estão separados há pelo menos três anos, apesar de o investigado recusar sair da residência.

 

Ele não teria passado a noite em casa, chegando ao imóvel pouco depois das 6h deste sábado, quando ela saia para levar o filho de 9 anos para pegar um ônibus. Segundo a vítima, quando e ela voltou para casa, o investigado a havia trancado para fora. Ela chamou e passou a bater no portão, mas não foi atendida por ele, que permaneceu dentro da casa com os outros três filhos.

 

Porém, uma das criança que estava na casa pegou a chave e entregou a ela, que ao entrar na residência, foi surpreendida pelo companheiro, que levantou e iniciou uma discussão verbal, que evoluiu para agressões físicas mútuas. 

 

Faca

 

Durante a briga, o acusado teria pego uma faca e passado a ameaçá-la, batendo com o objeto contra a pia e a mesa. Ele também teria tomado o celular das mãos da vítima e o arremessado contra ela, que conseguiu desviar, mas o aparelho foi danificado.

 

A vítima afirma que foi agredida com socos, empurrões e puxões de cabelo, sofrendo lesões, e foi novamente trancada dentro de casa, conseguindo autorização para sair só quando disse que precisava ir para o trabalho. Porém, ela deixou os três filhos em casa com ele e foi até à polícia.

 

Ela informou que já foi agredida outras vezes, mas nunca denunciou o companheiro e desta vez, decidiu requerer as medidas protetivas de urgência previstas na lei Maria da Penha, além de representar para que ele responda criminalmente por ameaça e lesão corporal.

 

Não encontrado

 

Após o registro do boletim de ocorrência, o delegado foi com uma equipe até à residência da família para ver as condições das crianças e tentar deter o investigado, porém, não havia ninguém no imóvel.

 

A equipe também esteve na casa da mãe dele, que afirmou que o acusado não havia estado na residência dela. Diante das circunstância, o Conselho Tutelar foi acionado para as devidas providências. O caso segue em investigação.

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