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Polícia

Foragido de presídio em Valparaíso é preso em Santos acusado de matar policial

Fugiu após saída temporária no início de 2021; o policial civil Marcelo Cassola foi assassinado em Santos, em agosto do ano passado
Lázaro Jr.
16/11/2023 às 16h55

Anderson de Souza Fabrício, 36 anos, o “Dom”, foi preso na tarde de terça-feira (14) em Santos (SP), acusado de participação no assassinato do policial civil Marcelo Cassola, 50 anos, ocorrido em agosto do ano passado, em Santos.

 

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) chegou a citar que ele seria investigado pela morte de um policial civil em Araçatuba, em outubro de 2022, o que não procede. A Polícia Civil de Araçatuba informou que ele também não tem nenhuma relação com a morte de um policial civil na cidade, durante ataque à sede da Protege, em outubro de 2017. O acusado desse crime já estava preso. 

 

A reportagem encaminhou e-mail à SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) após tomar conhecimento da publicação feita pela SSP no início da noite de terça-feira, sobre a prisão de Dom, pois nenhum policial civil foi assassinado na cidade em 2022.

 

Também foi encaminhado e-mail para a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que informou que a execução de pena desse sentenciado tramita em Araçatuba. Como ele se evadiu do sistema penitenciário em 2021, foi expedido mandado de prisão contra ele, que por isso era considerado foragido da Justiça de Araçatuba até o início desta semana, quando foi capturado.

 

Em pesquisa no site do TJ-SP, consta que em um dos processos ele havia sido preso em flagrante em 5 de outubro de 2005, na delegacia de Mongaguá. Porém, havia quatro execuções de pena na Justiça de Araçatuba pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e posse ilegal de arma de fogo. As penas são de: 2 anos e 11 meses de prisão; 2 anos e 10 meses; 3 anos e 5 meses; e 3 anos e 6 meses.

 

Cumprimento

 

De acordo com a SAP, Dom esteve custodiado em várias unidades prisionais do Estado nos últimos anos, entre elas uma em Valparaíso. Ao ser beneficiado com a saída temporária de Natal/Ano Novo entre 2020/2021, ele não retornou ao presídio.

 

O réu foi capturado na manhã de terça-feira (14) durante ação, no morro do Pacheco, realizada por policiais civis das delegacias pertencentes à Seccional de Santos. Segundo o que foi apurado, equipes foram a uma viela na rua Oito após denúncia e o viram na janela de uma residência.

 

Os policiais o acompanharam e o encontraram no único cômodo da casa. Ainda de acordo com a polícia, sobre a mesa havia maconha, cocaína, haxixe, lança perfume, k2 e embalagens para fracionar entorpecentes.

 

Arma

 

No imóvel também foi encontrada uma pistola com a numeração raspada. A arma estava com um carregador prolongado municiado com 31 munições intactas. Além disso, foram encontrados outros carregadores também municiados, coldres, rádio comunicador e duas balanças de precisão.

 

A polícia também recolheu um carro que estaria com ele, um VW Polo ano 2009, com placas de Embu-Guaçu, que ele mesmo teria informado que seria um dublê. Levado à delegacia, Dom foi preso em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições. Ele optou por se pronunciar apenas em juízo e foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de São Vicente.

 

Policial civil foi morto com tiros de fuzil

 

Segundo a imprensa de Santos, o corpo do papiloscopista Marcelo Cassola, 50 anos, foi encontrado na ciclovia da avenida Francisco Ferreira Canto, em Santos, por volta das 21h30 de 22 de agosto de 2022. Nele havia diversas marcas de tiros de fuzil e pistolas calibres 9 milímetros e ponto 40.

 

Ainda de acordo com o que foi divulgado, a vítima estava com uma corda enrolada entre as mãos e as pernas e foram identificados sinais de tortura. O reconhecimento foi feito pelas impressões digitais.

 

Por fim, consta que Cassola chefiava o Setor de Identificação no Palácio da Polícia, no Centro de Santos, e era integrante da diretoria do Sinpolsan (Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região).

 

Durante a investigação, Anderson de Souza Fabrício, o “Dom”, foi identificado como um dos autores do crime e o mandado de prisão temporária contra ele foi expedido pela Justiça em outubro do ano passado e foi cumprido na última terça-feira.

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