A Polícia Civil de Araçatuba (SP) tenta encontrar Genilson Claudio Mendes, 53 anos, que estava em liberdade provisória, beneficiado pela saída temporária de final de ano, mas que teria rompido a tornozeleira eletrônica.
O equipamento foi encontrado danificado, na noite de sábado (27), em um imóvel na rua Wandenkolk, no bairro Rosele. Policiais militares foram ao local após serem informados sobre um alerta de rompimento de tornozeleira eletrônica de reeducando.
No imóvel havia outro homem que disse que estava no local para jantar com o sentenciado, que seria amigo dele. Em vistoria na casa, os policiais encontraram a tornozeleira eletrônica registrada em nome de Mendes, em cima de um móvel da sala, na parte de trás da televisão.
O equipamento estava carregando, mas estava rompido. Ele foi recolhido e apresentado no plantão policial para o registro da ocorrência.
Tentativa de feminicídio
Conforme divulgado, em 30 de novembro de 2022 Mendes foi condenado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba a 8 anos de prisão. Ele foi denunciado por tentar matar a ex-companheira dele a facadas, em 6 de abril de 2019, na frente da casa da vítima, no residencial Porto Real.
Na ocasião, o réu aguardava julgamento em liberdade, não compareceu ao julgamento e teve a prisão preventiva decretada ao término do julgamento. Consta na denúncia do Ministério Público que o casal manteve relacionamento amoroso por 8 anos.
Quando Mendes foi preso por outro crime, a vítima decidiu terminar o relacionamento. Porém, ao deixar a prisão, ele teria passado a persegui-la, querendo reatar o relacionamento, mas ela não concordou.
Facadas
No dia do crime, a mulher tomava caipirinha na frente da casa dela com uma amiga, quando o Mendes teria aparecido em uma bicicleta. Ele teria sacado uma faca para atacá-la e a vítima colocou o braço na frente para se defender.
Na ação, ela sofreu um corte no braço e teve que passar por cirurgia no tendão. Além disso, após a tentativa de feminicídio, ela teria passado a sofrer ameaças por meio de cartas.
Condenado
O réu foi denunciado por tentativa de feminicídio e durante o julgamento, a defesa feita pelo advogado Benedito Matias Dantas, pediu a absolvição por falta de provas ou a desclassificação do crime para lesão corporal.
Os jurados acataram na íntegra o pedido do Ministério Público e o juiz determinou o regime fechado para o início do cumprimento da pena. O mandado de prisão foi cumprido na tarde daquele mesmo dia. A progressão para o regime semiaberto aconteceu em agosto deste ano e agora ele foi beneficiado pela saída temporária.