Polícia

CCZ recolhe cadela e tutora é presa por maus-tratos em Araçatuba

Animal apresentava ferimento no pescoço que teria sido causado por coleira de metal improvisada; tutora teria minimizado os fatos, alegando que a lesão não seria tão grave
Lázaro Jr.
21/04/2026 às 10h39
Foto: Lázaro Jr./Ilustração Foto: Lázaro Jr./Ilustração

Uma mulher de 60 anos, que se apresentou como faxineira, foi presa na manhã de segunda-feira (20), em Araçatuba (SP), por maus-tratos a animais, após uma cadela ser encontrada na casa dela, com ferimentos no pescoço, causado por uma coleira improvisada.

 

Segundo o que foi relatado, o flagrante foi feito por guardas municipais que foram acionados para prestar apoio a uma equipe do Centro de Endemias, em um imóvel na rua Isamar.

 

No local os agentes encontraram a médica veterinária do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), que informou que durante a operação denominada “Ação Fora Leish”, o agente de endemias que faria a troca da coleira contra leishmaniose na cadela chamada Nina, notou que ela apresentava lesões no pescoço.

 

De acordo com o que foi informado, tais lesões teriam sido causadas por uma corrente de contenção que teria sido adaptada pela tutora do animal. Essa coleira seria de aço e estaria presa ao fecho por arame, ao lado da coleira do tipo “Scalibor”, utilizada contra leishmaniose, e que havia sido instalada anteriormente pela equipe.

 

Ainda segundo o que foi relatado, a tutora do animal teria minimizado os fatos, alegando que a lesão não seria tão grave. Porém, ao verificar o animal, que já estava sendo atendido pelos agentes de zoonoses, os guardas confirmaram que ele apresentava lesão profunda no pescoço e aparente abatimento. 

 

Recolhida

 

Após ser atendida no local pela médica veterinária, a cadela Nina foi imediatamente removida para o Centro de Controle de Zoonoses e deve seguir em tratamento. A médica forneceu laudo técnico concluindo pela ocorrência de maus-tratos ao animal e a acusada foi apresentada na delegacia.

 

Segundo a polícia, ao ser ouvida em declarações, a investigada optou por permanecer em silêncio, para se manifestar apenas em juízo. Ela teria alegado aos guardas municipais que a cadela não seria dela, apesar de os registros do CCZ a apontarem como tutora de "Nina".

 

Ao ser ouvido, o agente de endemias confirmou que ao pegar o animal para fazer a troca da coleira de leishmaniose, deparou-se com uma ferida aberta no pescoço. Esse ferimento teria mais de 5 centímetros e teria sido causado pela corrente que estava presa por um arame, tipo um enforcador, que estava dentro da ferida, cortando a carne.

 

O agente disse ainda que o arame tipo enforcador teria provocado a lesão no animal. De acordo com ele, a cadela tinha aparência triste, de amedrontada e abatida e após o arame ser cortado com um alicate, e a corrente removida do pescoço, ela teria permanecido estática no chão da área da frente da casa. 

 

Presa

 

Diante do que foi relatado, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela confirmação da prisão em flagrante da investigada por maus-tratos a animais e ela permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentada em audiência de custódia.

 

Uma filha dela esteve no plantão policial e foi comunicada da prisão. Equipe do Instituto de Criminalística foi acionada para examinar a cadela que seguia em tratamento no Centro de Zoonoses. A corrente retirada do pescoço do animal foi apreendida.

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