Polícia

Acusados de roubar arma de CAC em Birigui negam o crime

Alegaram que tomaram a arma da vítima para tentar impedir um possível homicídio, após desentendimento em uma casa noturna
Lázaro Jr.
18/03/2026 às 19h01
Crime aconteceu em calçada de casa noturna (Foto: Divulgação) Crime aconteceu em calçada de casa noturna (Foto: Divulgação)

Os dois homens capturados pela Polícia Civil de Birigui (SP) na manhã desta quarta-feira (18), durante cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, negam que tenham roubado a arma pertencente a um empresário de 50 anos.

 

Imagens de câmeras de monitoramento obtidas durante a investigação, chefiada pelo delegado Eduardo Lima de Paula, mostram a vítima sendo espancada. Os dois autores aparecem estar armados e um deles pega toma uma carabina .357 da vítima. 

 

O boletim de ocorrência relacionado ao crime foi registrado com base nas informações colhidas pelos policiais militares, que foram chamados no pronto-socorro municipal, onde o empresário recebia atendimento médico.

 

Na ocasião, a vítima alegou que parou em um posto de combustível para abastecer o veículo e foi surpreendida pelos dois homens armados, que a agrediram e roubaram a carabina. Segundo o que foi relatado, empresário estava muito nervoso e apresentava falas desconexas.

 

Casa noturna

 

Durante as investigações, a polícia apurou que na verdade, as partes estavam em um estabelecimento noturno quando se envolveram em um desentendimento e as agressões, seguidas do suposto roubo, aconteceram na calçada deste estabelecimento.

 

Também foi apurado que a arma supostamente roubada teria sido abandonada e recuperada pela vítima. Com base nas informações apuradas, inclusive nas imagens de câmeras de monitoramento, a Polícia Civil representou pela decretação das prisões temporárias dos investigados.

 

Decidiram falar

 

Após serem capturados na manhã desta quarta-feira e serem apresentados na delegacia, os dois investigados optaram por permanecer em silêncio. Porém, já no período da tarde, com a chegada dos respectivos advogados, eles decidiram falar. 

 

Na versão apresentada à polícia, os investigados alegaram que enquanto estavam na casa noturna consumindo bebidas, ocorreu uma discussão banal motivada por "olhares" e pelo estado de embriaguez dos envolvidos.

 

Na versão apresentada por eles, o empresário agredido teria deixado o local para buscar a carabina, para intimidá-los. Percebendo que a vítima faria menção de pegar a arma na caminhonete, o acusado de 38 anos teria sacado uma réplica de pistola para tentar controlar a situação. Essa suposta réplica não foi entregue à polícia.

 

Já o outro investigado, de 39 anos, disse que ficou enfurecido com a situação e passou a atacar a vítima, alegando que as agressões seriam para impedir que a carabina fosse utilizada contra eles. Assim, teriam agido em favor da segurança deles, para evitar um "mal maior".

 

Devolveram

 

Ainda em depoimento, os investigados alegaram que um deles permaneceu de posse da carabina até o dia seguinte, quando teria telefonado para o empresário e devolvido a arma de forma amigável, em um lava-jato. 

 

Por fim, alegaram que acreditavam que a situação estava resolvida e que a vítima não teria registrado ocorrência, reafirmando que seriam inocentes com relação ao crime de roubo majorado.

 

Providências

 

Diante da versão apresentada, a polícia deve intimar a vítima para ser ouvida novamente e ver se ela pretende manter a versão do roubo. Enquanto isso, os dois investigados devem permanecer presos até eventual conclusão das investigações ou enquanto durar a prisão temporária, que é de 30 dias.

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