O homem de 32 anos que foi preso no início da noite de quarta-feira (16) em Araçatuba (SP), acusado de matar o próprio pai, disse à polícia que dormiu ao lado do corpo após o crime. Conforme já divulgado, o aposentado Orivaldo Muniz Pacheco, 74, foi assassinado na noite de terça-feira (15).
O corpo foi localizado apenas na tarde seguinte, após o próprio acusado confessar o assassinato à mãe dele, antes de sair de casa. A vítima apresentava várias lesões na cabeça e o delegado que acompanhou a perícia informou que não havia sido identificada uma possível arma do crime. Uma panela danificada encontrada no imóvel foi apreendida e passaria por perícia.
Em depoimento, o acusado alegou que bateu no pai com as próprias mãos. Após confessar o crime, ele disse à polícia que mantinha constantes desavenças com o pai, principalmente quando ambos consumiam bebidas alcoólicas, na versão dele. O pai já havia registrado boletins de ocorrência denunciando o filho por ameaças e agressões.
Foi ofendido
O acusado estava morando em um cômodo no fundo da casa dos pais dele. Na noite de terça-feira, o pai dele estava sozinho em casa, pois a mãe passou a noite na casa da mãe dela, que está acamada.
Segundo o investigado, quando ele chegou em casa, por volta das 23h, após ingerir cachaça e fazer uso de cocaína, o pai dele, que estaria embriagado, na versão dele, o teria seguido até esse cômodo no fundo do quintal e passado a ofendê-lo.
Ainda de acordo com ele, com a discussão ele acabou perdendo o controle e passou a agredir o pai com diversos socos. O acusado disse que devido às agressões o pai dele caiu e bateu a cabeça em um tanque de lavar roupas, causando sangramento. Apesar disso, ele prosseguiu com as agressões até perceber que o aposentado não reagia mais.
Corpo
O acusado contou para a polícia que após perceber o que pai estava desacordado ele o cobriu com um cobertor, o arrastou para o quarto e o colocou ao lado da cama, onde dormiu. Somente na manhã seguinte ele limpou o sangue, ainda antes da mãe dele voltar para casa.
O investigado confirmou que inicialmente mentiu para a mãe dele, quando questionado sovre o pai dele, alegando que ele havia saído e que estava limpando o local por ter se ferido.
Porém, já por volta das 15h, quando a mãe dele retornou de uma consulta médica, ele confessou que havia matado o pai e que o corpo estava ao lado da cama dele. Por fim, disse que pediu perdão à mãe, declarou que a amava e foi embora, levando algumas peças de roupa.
Preso
Foi a mãe dele que encontrou o corpo do marido e passou as informações a respeito das características do filho, das roupas que ele vestia e ofereceu uma foto dele aos policiais militares que estiveram no local.
Durante as diligências, a polícia teve a informação que o investigado tinha o hábito de frequentar um terreno baldio no bairro São José, onde ele foi encontrado no início da noite, ainda vestindo as roupas que usava quando saiu de casa.
Diante da confissão espontânea e das demais informações obtidas, o delegado que presidiu a ocorrência decretou a prisão em flagrante e após ser ouvido, o investigado passou a noite na carceragem da delegacia. Pela manhã ele foi apresentado em audiência de custódia.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva e o acusado permanecerá à disposição da Justiça, que decidirá se ele irá para julgamento pelo Tribunal do Júri.