Opinião

Um homem que não termina

"Tinha olhar para a cidade, para a natureza e para o coletivo. Entendia que progresso sem consciência não se sustenta"
Da Redação
22/04/2026 às 18h36
Imagem: Ilustração/Divulgação Imagem: Ilustração/Divulgação

Por Marcos da Ripada

 

Ele não foi apenas tudo — foi aquilo que não se encerra. Uma vida inteira dedicada ao essencial, deixando mais do que obras: deixou marcas em pessoas, em gestos e em caminhos.

 

Antônio Ramos de Assumpção foi desses raros que permanecem.

 

No trabalho, foi firme. No meio industrial, conduziu com responsabilidade e visão, como quem sabe que cada decisão carrega pessoas, futuro e consequências. Onde havia dúvida, oferecia direção; onde havia dificuldade, assumia o peso.

 

Mas sua grandeza não cabia apenas no ofício.

 

Tinha olhar para a cidade, para a natureza e para o coletivo. Entendia que progresso sem consciência não se sustenta. Na família, era base; no convívio, respeito. Não enxergava números ou funções — enxergava pessoas.

 

Seu caráter era inteiro. Sua honestidade, inegociável. Viveu guiado por princípios, com a firmeza de quem não se desvia do que acredita.

 

E talvez suas próprias palavras expliquem melhor o que agora permanece:

 

“Estou rodeado pelo amor divino. Deus abre uma nova porta e um novo caminho para mim”.

 

Sua memória cresce como as grandes árvores do cerrado — como o angico-vermelho e o jatobá — que nascem fortes entre pedras e margens de rios. Árvores que fincam suas raízes no mais profundo da terra, entrelaçando-se com firmeza, resistindo ao tempo, às secas e às tempestades.

 

Assim foi ele.

 

Forte como o angico, profundo como o jatobá.

 

Presente como as raízes que não se veem, mas sustentam tudo.

 

Porque ele vive nos seus exemplos entre nós.

 

Amigo e admirador, vereador Marcos da Ripada

 

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação

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