Opinião

Saúde mental no simples da vida!

"Nem todo sentido vem em forma de explosão, às vezes ele chega baixo, e passa despercebido"
Da Redação
17/05/2026 às 12h01

Por Eliane Cabral

 

Fomos ensinados a acreditar que a vida precisa ser extraordinária, e talvez o vazio contemporâneo também tenha relação com isso: a incapacidade de reconhecer que a vida quase sempre acontece de forma simples, silenciosa e parcial.

 

Nem todo sentido vem em forma de explosão, às vezes ele chega baixo, e passa despercebido.

 

Passamos grande parte da vida tentando prever, evitar, garantir.

 

Como se fosse possível negociar com o futuro para sofrer menos.

 

Mas existe algo profundamente humano em admitir que não controlamos quase nada.

 

Nem o tempo. Nem as perdas. Nem o que ainda está por vir.

 

É justamente aí que os vínculos ganham importância.

 

No fim, a sensação de amparo não nasce de ter domínio sobre a vida, mas de saber com quem atravessamos aquilo que foge ao nosso controle.

 

É por isso que a relação entre psicólogo e paciente se chama “vínculo terapêutico”. 

 

Como temos nos relacionado com o SIMPLES, com a vida, com o sofrer, com o trabalho, com o tempo, conosco, com as pessoas, com as frustrações, com as expectativas, com as idealizações? 

 

Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental. 

 

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