Por Eliane Cabral
O Janeiro Branco precisa acontecer de Janeiro a Janeiro. É preciso estabelecer uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Quando se trata de Saúde Mental, Saúde Emocional, sempre há um adiamento; e com isso o adoecimento segue aumentando. Por que com o corpo prevenimos e com a mente adiamos?
O sofrer faz parte da vida, ninguém atravessa a existência sem cicatrizes. No entanto, a dor não é destino, nem deve ser o centro do enredo.
A vida não deve se resumir ao que dói, mas ao que fazemos apesar do que dói. Tudo o que nos desorganiza, machuca, causa dor, deve ser atravessado.
Mas essa possibilidade só é possível se houver um olhar e um cuidado para com a Saúde Mental e Emocional.
Não romantize a exaustão; não tem sentido premiar desempenho e ignorar humanidade.
Não normalize a sobrecarga de fazer tudo por todos; esse caminho é certeiro para o adoecimento.
Não ignore suas emoções, seus sintomas; eles são sinais de alerta, é o seu psiquismo dizendo que algo não vai bem.
Não negligencie o cuidado de si; o que você sente também é urgente e precisa ser priorizado.
Cuidado com a cultura da urgência. O que há de realmente urgente é termos vida e saúde.
Janeiro Branco: de Janeiro a Janeiro!
Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
*Eliane Cabral é Psicóloga Clínica, Especialista em Prevenção e Pósvenção em Suicídio, Especialista em Saúde Mental; Percurso em Psicanálise
**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação