Por Eliane Cabral
A internet mexe com emoções, autoestima, pertencimento e identidade. Mundo digital sem cuidado vira sintoma (ansiedade, insônia, isolamento, adicção, humor triste, etc). O que circula on line muitas vezes vira ambiente mental.
Isso aponta que precisamos tanto de um letramento emocional, quanto de um letramento virtual.
O corpo não exagera, ele avisa. A cultura da urgência nos joga para o mundo virtual como se ele fosse real. A diferença entre remédio e veneno, é dose e o uso correto. Eis o grande desafio que temos: posicionar o mundo digital no lugar certo.
Quantas comparações, idealizações, desinformação, adoecimento; pelo simples fato de acharmos que esse “Outro Digital” é quem aponta a vida ideal, a vida perfeita.
A vida real está fora do digital e precisa ser olhada e cuidada.
Do que estamos fugindo quando passamos horas rolando tela? O que estamos evitando quando buscamos o virtual ao invés do humano? Por que olhar para si, ao invés de olhar para redes virtuais, assusta tanto?
Aquilo que vocês evita olhar, evita encarar… continuará te norteando. O que não é olhado é repetido.
Habitar a vida que temos, e não todas as vidas que não temos.
Ser saudável não é apenas sobre o que se come… é antes e, principalmente, sobre o que se consome virtualmente, o que se sente, o que se pensa, o que se diz, o que se silencia, o que se faz, o que se negligência.
Cuide (emocionalmente) desse lugar único chamado VOCÊ.
Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
(*) Eliane Cabral é Psicóloga Clínica, Especialista em Prevenção e Pósvenção em Suicídio, Especialista em Saúde Mental; Percurso em Psicanálise
**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação