Por Hélio Consolaro
Não era comando, pegou sujeito alcoolizado sozinho. Levou-o pelo cangote.
E o cara é policial penal descumprindo a regra. Lascou-se. Não houve perdão corporativo, foi levado ao delegado.
As guardas municipais agora têm poder de polícia, não é um guardinha qualquer que apenas cuida de prédios públicos. Isso é bom, a população se sente mais protegida.
Já foram chamados de guardinhas da Germínia. Sem preparo, sem exercícios físicos, a barriga e a bunda cresciam. Agora a situação é outra.
Outro dia fui a Birigui, vi os guardinhas arrastando armas pesadas. Dava até dó. Não sei se a prefeita continua pondo o pelotão no sacrifício.
Em Araçatuba, neste ano, fui abordado duas vezes pelo comando do bafômetro. Nas duas vezes, mostrei a língua para o policial militar, assoprei e não constataram nada. O setentão aqui anda arisco, pois quando está trolado está montado num 99 (motorista se aplicativo).
PROFESSORA MUNICIPAL
As professoras estaduais se acharam aliviadas, não somos nós; Tarcísio Freitas, governador, empurrou o caso para Lucas Zanatta, prefeito. A professora é feia ou bonita? Beleza se põe em sala de aula? O concurso púbico exigia honestidade? Vai ver que ela ouviu a frase: quem não rouba nunca fica rico. Sei lá... Isso é coisa para o delegado.
INFLUENCIADORA
Num rolo qualquer, de repente surge da lama uma influenciadora qualquer, só rolo.
Senhor Valdomiro Zago, Sapataria Belas Artes, fez a vida como sapateiro em Araçatuba, se hoje é o Rei dos Calçados, nunca precisou de uma influenciadora.
Essa função só cria espuma, só impressiona os incautos, não produz nada.
Meus leitores andam me chamando, para minha ira, de influenciador.
Eu respondo:
- Sou cronista!
E eles respondem com maior graça:
- Nem cronista e nem influenciador serve para nada. São sinônimos.
FRENTISTAS LERDOS
Eu abasteço meu carro sempre no mesmo posto de combustíveis. Procurar sempre o combustível mais barato, dançando para lá e para cá, é transferir a diferença de preço na oficina mecânica.
E no meu posto preferível, sempre dou gorjeta, assim os frentistas ficam espertos. Pedem para calibrar os pneus, verificar o óleo. Estão sempre prontos para servir.
Não se trata de corrupção, é colaborar com seus baixos salários.
Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e Itaperuna
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