Justiça & Cidadania

Justiça de Birigui aceita denúncia e 15 investigados da “Operação Vitória” viram réus

A Justiça atendeu pedido da Polícia Civil e do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de todos, mas a maioria é considerada foragida
Lázaro Jr.
15/12/2025 às 09h46
A polícia encontrou imagens nos celulares dos investigados que confirmariam o tráfico de drogas (Foto: Divulgação) A polícia encontrou imagens nos celulares dos investigados que confirmariam o tráfico de drogas (Foto: Divulgação)

A Justiça de Birigui (SP) acatou a denúncia do Ministério Público, com participação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) de Araçatuba, e tornou réus, 15 investigados na "Operação Vitória", deflagrada em 12 de setembro pela Polícia Civil, contra investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

 

Na ocasião, com apoio do Deinter-10 (Departamento de Polícia Judiciária) de Araçatuba, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

 

Os réus são duas mulheres e 13 homens, que não terão os nomes divulgados porque apesar de a Justiça ter decretado as prisões preventivas deles, a grande maioria não foi lolcalizada e é considerada foragida.

 

Investigação

 

A investigação conduzida pelo delegado Eduardo Lima de Paula teve início em março. O nome é uma referência ao bairro Vitória, onde em 16 de julho foi descoberta uma “casa bomba”, na qual havia 74 quilos de maconha e 16 de cocaína.

 

Na ocasião, uma mulher e o companheiro dela foram presos em flagrante. Na sequência da investigação, a polícia identificou o suposto líder do grupo e os responsáveis por buscar drogas em outros Estados e até em outros países, e os que fariam a distribuição do entorpecente para os pontos de venda.

 

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, o Setor de Investigações da Delegacia do Município de Birigui apurou que a mulher apontada como responsável pela "casa bomba" teria a função de esconder e fornecer grande quantidade de drogas.

 

Estrutura

 

Durante o cumprimento ao mandado de busca que resultou na prisão dela e na apreensão do entorpecente na "casa bomba", o celular dela foi apreendido. A perícia no aparelho encontrou conversas, imagens e vídeos que auxiliaram na identificação da suposta organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

 

Segundo a denúncia, foi identificado o suposto líder do grupo, que teria a esposa dele como responsável pelo controle financeiro. Além do outro casal responsável por armazenar, refinar e distribuir o entorpecente, a estrutura teria ainda um dos réus, como comprador de grandes volumes de drogas, que seriam vendidas a várias pessoas e distribuídas aos usuários finais.

 

Operação

 

Também foi constatado que mesmo com a prisão da responsável pela "casa bomba" e do companheiro dela, o grupo teria seguido ativo no tráfico de drogas. Diante disso é que foi representado pelos mandados de busca e apreensão e pelos mandados de prisão expedidos e cumpridos durante a “Operação Vitória”.

 

Na ocasião foram cumpridos os mandados de prisão temporária contra o casal apontado como suposto líder do grupo, e contra o acusado de ser o comprador de grandes volumes de drogas para revenda. Com o casal foi apreendido apenas dinheiro e com o segundo, foram encontradas porções de maconha e dois comprimidos de ecstasy. 

 

Ainda durante a operação, foram presos outros quatro homens em flagrante. Um deles foi flagrado com porções de maconha e resquícios de cocaína; com outro foram encontradas porções de crack, cocaína e petrechos de tráfico; o terceiro estaria de posse de uma de arma de fogo, de porções de maconha e cocaína e de R$ 8.198,00 em dinheiro.

 

Na ocasião também foi preso um homem encontrado em um rancho que seria de propriedade do casal apontado como líder o grupo. Ele estava de posse de uma pistola e munições.

 

Denúncia

 

Com base no material e nos celulares apreendidos durante a operação, a polícia conseguiu encontrar indícios do envolvimento dos demais denunciados. Os 15 foram ouvidos pela Polícia Civil durante o inquérito e, ao concluir a investigação, a autoridade policial representou pela decretação da prisão preventiva de todos eles.

 

O Ministério Público referendou os pedidos e, apesar de os mandados de prisão terem sido expedidos, apenas os presos temporários que tiveram as prisões convertidas em preventiva seguem encarcerados, já que os demais réus não foram encontrados e são considerados foragidos.

 

Ao decidir pela prisão dos réus, a Justiça justificou que o crime de tráfico de drogas, do qual os réus são acusados, é muito grave. Também foi levado em consideração o clamor público por ações rígidas e eficazes, para combater a disseminação tida como alarmante do comércio e uso de drogas em cidades do interior.

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