Justiça & Cidadania

Julgamento de dono de padaria é remarcado para esta quinta-feira

Acusado de ter mandado amigo matar o namorado de uma funcionária dele
Lázaro Jr.
11/02/2026 às 16h29
Imagem: Ilustração/Divulgação Imagem: Ilustração/Divulgação

Foi remarcado para quinta-feira (12), o julgamento pelo Triubnal do Júri de Araçatuba (SP), de André Gomes da Rocha e Agnaldo Junio Mendes, conhecido como “Guigui” ou “Gui’, pelo assassinato de Patrick da Silva Cezareto, 22 anos, crime ocorrido em 26 de março de 2020. 

 

O homicídio aconteceu na rua Pedro Moreno, no residencial Porto Real, ao lado de uma padaria que era administrada por André, que teria o amigo matar a vítima por vingança. Isso porque, ele teria mantido um relacionamento extraconjugal com uma funcionária, que era namorada de Patrick.

 

Ao descobrir que estava sendo traído, o jovem teria pichado o carro do dono da padaria e da esposa dele. Sabendo que Patrick era o autor a pichação, André o chamou para conversar, mas ele não teria confirmado o dano.

 

Vingança

 

Para se vingar do dano causado do veículo, o dono da padaria teria pedido a Agnaldo que matasse Patrick, que sem saber que estaria jurado de morte, foi à padaria acompanhado de outras pessoas para comprar refrigerantes.

 

Ao atender o grupo, o comerciante teria pedido que a bebida fosse consumida no imóvel ao lado, um terreno cercado por muro. Em seguida, teria avisado Agnaldo, que foi ao local armado com um revólver.

 

Ele chegou na garupa de uma moto conduzida por uma pessoa não identificada, desceu do veículo e entrou no imóvel, que estava com o portão semiaberto. Ainda de acordo com a denúncia, Patrick viu o réu sacar o revólver e ir em direção a ele e gritou: “não Gui, não Gui”.

 

Tiros

 

Mesmo assim, o autor passou a disparar, atingindo a vítima com cinco projéteis. Segundo testemunhas, o atirador saiu do terreno após os disparos, mas voltou em seguida, olhou para a vítima e passou a dor coronhadas na cabeça dela.

 

Agnaldo só teria parado quando uma das testemunhas interveio e as demais pessoas passaram a gritar por socorro. Ele deixou o local na garupa da moto e foi identificado pelas testemunhas.

 

Morreu

 

A vítima foi atendida por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), chegou a ser levada para atendimento médico, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu em decorrência dos ferimentos.

 

No início de maio daquele ano, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão contra Agnaldo, que foi detido ao sair de uma igreja onde participava de um culto, no residencial Atlântico, onde residia.

 

Negaram

 

Ouvido em juízo, o dono da padaria negou ser o mandante do crime e afirmou que não conhecia Agnaldo, mas conhecia Patrick por ser cliente do estabelecimento. Ele confirmou ter “ficado” duas vezes com a funcionária, sem saber que ela também “ficava” com Patrick, mas alegou que não teria tido qualquer desavença com ele.

 

Por fim, disse que no momento dos disparos estava em um churrasco e pensou que o barulho fosse de rojão. Porém, a funcionária apareceu dizendo que um homem havia sido morto e ele pediu que ligassem para a polícia.

 

Agnaldo também negou ser o autor dos disparos que mataram a vítima. Em depoimento, ele afirmou que não conhecia Patrick e que não esteve na padaria naquele dia, pois nunca esteve no bairro, além de não ter se relacionado com André.

 

Julgamento

 

Os dois foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo torpe, que seria a vingança.

 

Para a Promotoria de Justiça, ao ordenar que o amigo matasse a vítima, André concorreu eficazmente de qualquer modo para o crime, na condição de mandante. O julgamento está previsto para começar às 9h e será realizado no Fórum de Araçatuba.

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