O Ministério Público de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (18), que cerca de 40 detentos perderam o direito à saída temporária de fim de ano, após ser descoberto um esquema para a venda de drogas realizado por detentos no interior do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de São José do Rio Preto.
A decisão é resultado da operação Cronos, deflagrada em 18 de novembro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que identificou a prática de crimes ou infrações disciplinares dentro de unidades prisionais.
Segundo o que foi divulgado, entre os delitos praticados pelos investigados estavam integração em organização criminosa, tráfico de drogas, uso de celular e consumo de drogas nas dependências de presídios.
PCC
A ação conjunta do Gaeco com a Polícia Penal apurou que integrantes do PCC que cumpriam pena no regime semiaberto, vendiam drogas para outros detentos, além de usarem celulares para organizar e coordenar crimes de tráfico fora do ambiente carcerário.
Desse grupo, 12 detentos também foram denunciados pelo Gaeco e respondem por crimes de integração em organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Outras 20 pessoas foram denunciadas pelos mesmos crimes, com ações penais em trâmite perante as Comarcas de Jales, São José do Rio Preto e Votuporanga.
Todos responderão por faltas graves, com possível regressão de regime e perda de benefícios. Além disso, eles perderam direito à saída temporária de fim de ano, ficarão isolados e serão colocados cautelarmente em regime fechado pelo Juízo das execuções criminais.