Justiça & Cidadania

26 pessoas viram rés por organização criminosa e lavagem de dinheiro após investigação da Polícia Civil de Penápolis

A polícia localizou mais de 700 boletos fraudulentos que teriam sido gerados somente entre o final de 2024 e início de 2025 pelos investigados
Lázaro Jr.
11/05/2026 às 18h05
Parte dos materiais apreendidos pela polícia durante a operação (Foto: Divulgação) Parte dos materiais apreendidos pela polícia durante a operação (Foto: Divulgação)

A Justiça de Penápolis (SP) acatou denúncia do Ministério Público e tornou rés, 26 pessoas investigadas pela Polícia Civil na “Operação Ostentatio”, deflagrada em 2025, para apurar os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Durante a investigação, a polícia localizou mais de 700 boletos fraudulentos que teriam sido gerados somente entre o final de 2024 e início de 2025 pelos investigados. Três dos principais alvos da investigação tiveram as prisões preventivas decretas e um deles foi capturado. Os outros dois não foram encontrados e são considerados foragidos.

 

De acordo com o que foi divulgado, as investigações tiveram início após denúncia recebida em dezembro de 2024. Trabalho coordenado pelo delegado Thales Anhesini, do 1º Distrito Policial de Penápolis, apurou que o grupo atuaria de forma estruturada.

 

Golpes eletrônicos

 

Com divisão de tarefas, eles utilizariam contas bancárias de “laranjas”, empresas de fachada, boletos fraudulentos e plataformas digitais para aplicar golpes eletrônicos. Apesar de os integrantes serem de Penápolis, as vítimas identificadas eram todas residentes em outros municípios. 

 

Ainda de acordo com o que foi divulgado, as investigações apontaram intensa movimentação financeira pulverizada, utilização de documentos de terceiros, abertura de contas digitais e criação de pessoas jurídicas fictícias para dificultar a identificação dos reais beneficiários do dinheiro obtido de forma fraudulenta.

 

Operação

 

Diante do que foi apurado, em março de 2025 foi deflagrada a “Operação Ostentatio”, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu celulares, computadores, documentos e outros materiais.

 

A análise pericial desses aparelhos revelou centenas de conversas, boletos fraudulentos, comprovantes bancários, dados pessoais de terceiros e grupos utilizados para coordenação das atividades consideradas criminosas.

 

Prisões

 

Diante do que foi apurado, o delegado representou pelas prisões preventivas de três dos investigados apontados como líderes do grupo. Os mandados de prisão foram expedidos em 20 de março e no mesmo dia, um jovem de 29 anos foi capturado. Os outros dois não foram encontrados e são considerados foragidos.

 

O inquérito policial foi concluído em 27 de abril, com o indiciamento de 23 investigados. Porém, com base nas provas apresentadas pela Polícia Civil, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 26 pessoas.

 

A denúncia foi integralmente aceita pela 3ª Vara de Penápolis no último dia 30 de abril e todos os denunciados passaram a responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Promotoria de Justiça requereu a manutenção das prisões preventivas dos dois réus que permanecem foragidos e a decretação e o perdimento dos bens apreendidos.

 

“A Polícia Civil ressalta que a investigação prossegue visando identificar outras pessoas e empresas eventualmente utilizadas pelo grupo criminoso, bem como novas vítimas relacionadas aos golpes praticados”, informa nota divulgada à imprensa.

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