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Brasileiros em Gaza recebem ajuda do governo para água e alimentos

Grupo está no sul da Faixa de Gaza próximo à fronteira com Egito
Agência Brasil
17/10/2023 às 14h56
Foto: Frame de Vídeo/Arquivo Pessoal Foto: Frame de Vídeo/Arquivo Pessoal

Os brasileiros que aguardam a abertura da fronteira com o Egito, no sul da Faixa de Gaza, receberam nesta terça-feira (17) ajuda da embaixada do Brasil para compra de água, alimentos e demais itens de primeira necessidade. Enquanto o grupo fazia as compras, uma bomba caiu próximo ao mercado.

 

Parte dos brasileiros está abrigada em uma residência alugada pela embaixada brasileira na cidade de Rafah, próxima à fronteira com o Egito.

 

“Quero agradecer muito ao povo brasileiro, a todos que nos acompanham pelas redes sociais, pelos jornais, pelas notícias na internet; obrigada a todos por estarem conosco, também à embaixada brasileira”, afirmou Shahed Al-Banna, de 18 anos. A brasileira está em Gaza há cerca de 1 ano e meio, desde que foi visitar a mãe que estava doente.

 

Shahed filmou quando um explosivo caiu próximo ao supermercado: "Gente, bem do lado de onde estamos, caiu uma bomba bem aqui”, relatou enquanto filmava a fumaça do ataque.

 

Já o palestino naturalizado brasileiro Hasan Habee, de 30 anos, informou que o pessoal da embaixada brasileira entregou alimentos e água na residência onde ele está hospedado, na cidade de Khan Yunis.

 

“Ficamos muito tempo sem água para beber. Obrigado ao governo do Brasil, ao embaixador do Brasil e à equipe da embaixada que conseguiu nos enviar alimentos, bebidas e bastante água; dá para bastantes dias. Estávamos desesperados para beber água boa”, relatou.

 

Em 17 de outubro de 2023, Hasan Habee, que vive em São Paulo com a mulher e as duas filhas menores, foi a Gaza poucos dias antes do início dos ataques para visitar a família. Desde então, tenta deixar a região. Nessa terça-feira (17), Habee informou que os bombardeios na cidade continuam intensos. Foto: Captura de Tela de Vídeo/Arquivo Pessoal

 

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o escritório de representação do Brasil em Ramala, na Palestina, tem mantido contato direto com os brasileiros, fornecendo inclusive ajuda psicológica. O embaixador do Brasil no local, Alessandro Candeas, disse que foram informados de que estava começando a faltar água e alimentos.

 

“Enviamos recursos, e eles conseguiram comprar água, alimentos e remédios. Isso nos dá mais tempo e tranquilidade até que a fronteira seja aberta e eles possam sair”, completou.

 

Falta de água: A população da Faixa de Gaza vive sob cerco de Israel e sofre com a falta de água, eletricidade e alimentos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a escassez de água coloca em risco a saúde da população.

 

Segundo o 7º boletim publicado pela Agência da ONU de Assistência para os Refugiados da Palestina (UNRWA), a água é fundamental, “pois as pessoas começarão a morrer sem água. As preocupações com a desidratação e as doenças transmitidas pela água são elevadas, dado o colapso dos serviços de água e saneamento, incluindo o encerramento hoje da última central de dessalinização de água do mar em funcionamento em Gaza”.

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