Cotidiano

Saúde confirma 2 mortes por chikungunya em Araçatuba

Vítimas são homens de 89 e 79 anos; Secretaria de Saúde intensifica força-tarefa de prevenção e combate à doença
Lázaro Jr.
20/03/2026 às 17h58

Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (20) pela Secretaria de Saúde de Araçatuba (SP) confirmou dois óbitos por chikungunya que estavam em investigação. Segundo o que foi divulgado, as vítimas são dois homens, de 89 e 79 anos, que tinham comorbidades prévias, e que morreram em fevereiro.

 

Os casos aguardavam resultados laboratoriais e reforçam a importância das medidas preventivas que a Prefeitura vem executando ininterruptamente desde o início do ano, segundo o que foi divulgado.

 

Ainda de acordo com o boletim desta sexta-feira, até então foram confirmados 177 casos positivos de chikungunya na cidade no ano e outros 726 casos de dengue, que também tem um óbito em investigação.

 

Ações

 

Dando sequência às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor das duas doenças, neste sábado (21), entre 7h30 e 13h30, os agentes de combate às endemias realizam uma ação especial de controle de criadouros no bairro Casa Nova.

 

A ação foca na eliminação de larvas, aplicação de larvicidas e orientação direta aos moradores. Para garantir a eficácia das intervenções, a Secretaria de Saúde mantém uma Sala de Situação que reúne diversos departamentos para o planejamento estratégico. 

 

“Esse monitoramento contínuo permite que as vistorias ocorram não apenas em residências, mas também em pontos críticos, como borracharias e cemitérios, além de imóveis de grande circulação, como escolas e indústrias”, informa nota divulgada à imprensa.

 

A Prefeitura acrescenta que também disponibiliza suporte logístico com caminhões para a retirada programada de materiais inservíveis que possam acumular água. E o trabalho de campo é reforçado pela nebulização veicular, realizada em parceria com a CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças) do Estado.

 

Trabalho conjunto

 

Em nota, a secretária municipal de Saúde, Lucila Bistaffa, reforça que o sucesso da contenção depende diretamente da colaboração da sociedade. Ela comenta que a dedicação semanal dos moradores para a limpeza de calhas, ralos e eliminação de pratos de vasos é decisiva para interromper o ciclo de vida do mosquito. 

 

“A ação conjunta entre administração e comunidade é apontada como o método mais eficaz para prevenir novos casos e garantir a segurança sanitária do município. O monitoramento rigoroso do cenário epidemiológico faz parte dessa estratégia de transparência e controle”, finaliza a nota.

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