Cotidiano

Santa Casa de Araçatuba recebe 40 órteses ortopédicas para crianças

Utilizadas no tratamento de bebês com síndrome do pé torto, foram conseguidas pelo Rotary Club Cruzeiro do Sul, com projeto realizado em São Carlos
Da Redação
06/10/2026 às 16h40

A Santa Casa de Araçatuba (SP) recebeu do Rotary Club Araçatuba Cruzeiro do Sul, 40 órteses ortopédicas que foram entregues oficialmente à direção do hospital, durante evento realizado na noite de segunda-feira (5).

 

As órteses foram obtidas pela ortopedista pediátricoa Renata Esteves Cassiano, com o também ortopedista Ricardo Innecco de Castro, que coordena o Projeto "Mudando a Vida das Crianças com Pé Torto no Brasil", iniciativa social idealizada e desenvolvida pelo Rotary Club de São Carlos - Norte (Estado de São Paulo).

 

Os aparelhos ortopédicos, que custam entre R$ 250,00 e R$ 700,00, são utilizados no tratamento de crianças que nascem com pé torto congênito. Conhecida também como síndrome do pé torto, a malformação musculoesquelética faz com que o pé do bebê nasça virado para dentro e para baixo.

 

A coordenadora do Ambulatório de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba, Renata Cassiano, explica que cada par de órteses repassado aos pacientes em acompanhamento pela unidade é formado por duas botinhas conectadas por uma barra metálica ou rígida.

 

Elas servem para manter os pés da criança virados para fora e na posição correta, evitando que a deformidade retorne após a fase de correção com gessos.

 

Empréstimo

 

Ainda de acordo com o que foi informado, o pé torto congênito é uma das demandas principais do Ambulatório de Ortopedia Pediátrica do hospital, que foi criado há pouco mais de um ano. A unidade é referência para as 40 cidades da região e atende em média 50 pacientes por mês.

 

Desse total, boa parte é atendida para tratamento de pé torto congênito. Assim, as órteses serão utilizadas nos pacientes a título de empréstimo, sendo devolvidas ao serem substituídas por maiores, conforme o crescimento dos pés das crianças. 

 

A ideia, segundo Renata, é criar um tipo de Banco de Órteses, que permanecerá sempre abastecido, ajudando a garantir que crianças de famílias carentes tenham acesso aos equipamentos necessários para o alinhamento correto dos pés e aprendam a andar sem sequelas graves ou limitações motoras.

 

Diagnóstico

 

Renata informa que a idade dos pacientes atendidos varia de 6 meses e um 1 ano, faixa etária considerada tardia por ela, cenário diferente do registrado no início das atividades do Ambulatório. “Recebemos crianças com mais idade e que, mesmo com as sequelas, já estavam andando. Mesmo assim, a gente fez o tratamento tanto com o gesso quanto cirúrgico”, afirma.

 

A especialista explica que o ideal é que a síndrome seja diagnosticada a partir da 20ª semana de gestação. Isso pode ser feito no pré-natal por ultrassom morfológico ou por confirmação do pediatra/ortopedista logo após o nascimento.

 

A partir do funcionamento do Ambulatório de Ortopedia Pediátrica na Santa Casa de Araçatuba, essa conduta tem se transformado em regra, segundo Renata. “Temos realizado avaliações e diagnósticos em bebês que nascem na Maternidade (do hospital) e os encaminhamos para acompanhamento no ambulatório”  informa.

 

Doação

 

A especialista informa que ao saber que havia órteses remanescentes do programa social desenvolvida pelo Rotary Club de São Carlos, entrou em contato com o coordenador do Projeto "Mudando a Vida das Crianças com Pé Torto no Brasil", que prontamente cedeu as 40 órteses.

 

O repasse foi intermediado pelo Rotary Club Cruzeiro do Sul. Durante o evento para entrega das órteses, o presidente do Rotary Cruzeiro do Sul, Ricardo Mazzarioli, contou que inicialmente seriam repassadas 20 órteses para a Santa Casa de Araçatuba, mas a quantidade foi dobrada.

 

Também durante o evento, o provedor da Santa Casa de Araçatuba, Éverton Santos, enalteceu o projeto e a equipe do Rotary Club, que respalda iniciativas voltadas à comunidade. “Isso transborda nosso coração de alegria”, disse.

 

Ele ressaltou que a Santa Casa de Araçatuba, a despeito de desafios e dificuldades, permanece lutando para entregar a melhor saúde para uma região formada por 40 municípios que dependem da instituição como última trincheira para cuidar da saúde.

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