Cotidiano

Processo administrativo deve apurar recusa de ambulância para paciente no pronto-socorro de Birigui

Jovem que passou por cirurgia recente em uma das pernas teria voltado para casa no porta-malas do carro após atendimento na unidade
Lázaro Jr.
24/01/2026 às 08h30
Paciente está com uma das pernas imobilizada (Foto: Reprodução de vídeo) Paciente está com uma das pernas imobilizada (Foto: Reprodução de vídeo)

A Prefeitura de Birigui divulgou nota nesta sexta-feira (23), informando que a OSS (Organização Social de Saúde) que gerencia o pronto-socorro municipal irá instaurar processo administrativo para apurar a recusa de ambulância para transporte de uma paciente que passou por atendimento médico e está com a perna imobilizada.

 

A reportagem tomou conhecimento do caso na manhã de sexta-feira, por meio de um vídeo gravado pela mãe da paciente. O vídeo teria sido gravado na noite de quinta-feira (22) e a mulher mostra a filha em uma cadeira de rodas, com uma das pernas imobilizada com uma “gaiola”, que é um fixador metálico fixado no osso.

 

Sem ambulância fornecida para o transporte, a saída encontrada pela família teria sido baixar o encosto do banco traseiro e transportar a jovem no porta-malas no veículo, já que ela não conseguiria entrar no carro com a perna imobilizada, por ter passado por procedimento cirúrgico recentemente.

 

Divergência

 

Procurada a se manifestar sobre o caso, a Secretaria de Saúde Birigui informou por meio de nota da assessoria de imprensa, que há um protocolo para o transporte de pacientes que passam por atendimento no pronto-socorro municipal.

 

Porém, de acordo com o que foi informado, a gestão do serviço é terceirizada para a OSS Bom Jesus e teria ocorrido uma divergência de interpretação desse protocolo, por parte uma funcionária durante o atendimento, sendo negada a ambulância para o transporte.

 

“A orientação passada pela Secretaria Municipal de Saúde à direção do PSM, é que a ambulância deve ser acionada toda vez que um paciente acamado estiver de alta médica. No entanto, mesmo impedida de deambular (andar), a referida funcionária entendeu não se tratar de uma paciente acamada, como condiciona o protocolo”, informa a nota.

 

Norma

 

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, a norma tem de atender todos os pacientes e a paciente desse caso, já teria sido orientada a acionar o transporte sanitário adequado, enquanto permanecer em tratamento, nas ocasiões em que necessitar de atendimento médico.

 

“A Secretaria Municipal de Saúde desmente categoricamente qualquer informação sobre ordens superiores para a suspensão ou negativa de transporte. Esclarecemos que não houve qualquer determinação por parte da Chefe do Executivo, Sra. Samanta Borini, no sentido de impedir o deslocamento de pacientes”, informa a nota.

 

Por fim, o município afirma que a gestão preza pelo atendimento humanizado e pelo cumprimento rigoroso dos direitos dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) e que a gerência da OSS Bom Jesus informou que será aberto um processo administrativo para apurar o caso.

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